Zahyra Mattar
Tubarão

Ontem, os componentes da comissão pró-presídio regional de Tubarão chegaram a um “veredicto” quanto ao terreno para a construção do novo prédio da instituição penal. A área escolhida tem os dez hectares que o secretário de segurança pública do estado, Ronaldo Benedet, pediu. A idéia é comprar um espaço maior para que não haja problemas com a ocupação imobiliária no futuro. O empreendimento em si necessita apenas de dois hectares.

Quatro terrenos em Tubarão e um em Capivari de Baixo foram vistoriados pela comissão e por técnicos do Departamento de Administração Prisional (Deap) e da diretoria de planejamento da secretaria de segurança pública. Para todos foram emitidos pareceres quanto aos requisitos mínimos que deveriam ter: instalação de água e luz ou possibilidade de isso ser feito sem muitos transtornos, proximidade com áreas populosas, e ruas de acesso em condições mínimas.

Todas as áreas visitadas foram aprovadas, mas a comissão optou pela que mais se encaixa: um terreno de 258 hectares que pertence ao Exército brasileiro. O lugar fica no bairro Bom Pastor e hoje é utilizado com freqüência pela 3ª Companhia do 63 Batalhão de Infantaria para treinamentos variados. O local foi vistoriado no dia 7 deste mês. O estado pedirá em torno de 5% desta área ao ministro da defesa, Nelson Jobim. Uma reunião para agilizar o processo deverá ser marcada no prazo de 15 dias.

Na próxima quarta-feira, às 14 horas, está marcada uma nova reunião com Benedet, em Florianópolis, para que o estado assuma os trâmites daqui para frente. O novo presídio regional terá um valor estimado em R$ 3,5 milhões e capacidade para abrigar 200 presos. O prédio será construído com tecnologia moderna e de maneira que possam ser feitas ampliações corretas no futuro.