Cíntia Abreu
Tubarão

Hoje, às 10 horas, um boletim epidemiológico será divulgado em Tubarão. O documento é uma espécie de levantamento de todos os casos notificados para a nova gripe na cidade. O resultado deste estudo definirá quando as coisas começarão a voltar ao normal na cidade.
Paralelamente, a prefeitura discutirá o melhor momento para a volta às aulas com os diretores das instituições municipais. Amanhã, representantes da educação do estado e da rede particular decidem.

Ontem, o governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) convenceu os prefeitos catarinenses e decretou: as aulas iniciam hoje para todo o estado, exceto para Tubarão. Na semana passada, 87 dos 293 municípios estavam com as aulas suspensas também na rede estadual, ainda que nenhum decreto neste sentido tenha sido editado. O prefeito de Imbituba, José Roberto Martins (PSDB), foi o único que já revogou o decreto emergencial e anunciou a retomada total das atividades do município hoje. Em Laguna e Capivari de Baixo, as aulas na rede municipal continuarão suspensas.

Nova gripe reflete na
economia tubaronense

Inevitavelmente, as medidas preventivas a fim de fechar a janela de transmissão da nova gripe em Tubarão incidiria sobre a economia. Ainda com isso, o setor empresarial e lojista, o que mais amarga prejuízo, compreendeu e modificou hábitos para proteger os clientes e ajudar o município no combate à influenza A. “O mês de agosto é tradicionalmente o mais lento para o comércio, mas, com certeza, a nova gripe refletiu sobre as vendas. Lamentamos todos estes fatos, mas o apoio de todos é fundamental”, avalia o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Tubarão, Walmor Jung Júnior.

Os restaurantes e bares foram duas das categorias comerciais que mais sentiram os efeitos negativos da nova gripe. “Com o alarde da gripe A, o movimento caiu em média 80%”, lamenta o proprietário da Dilson Pizzaria, Dilson Thomsem. Em contrapartida, outros setores aumentaram as suas vendas. É o caso do serviço de tele-entrega da Vesúvio Pizzaria, que aumentou 15%. “Como disponibilizamos a opção da entrega em casa, não sentimos a queda no movimento como em outros locais”, suspira aliviado o sócio-proprietário da casa, Nilson Carvalho Becker.