Professores discutem próximos encaminhamentos da categoria. Os docentes pedem o pagamento do reajuste de 22,22% , assegurado na lei nacional do piso do magistério. Foto: Marco Santiago/Notícias do Dia/Notisul
Professores discutem próximos encaminhamentos da categoria. Os docentes pedem o pagamento do reajuste de 22,22% , assegurado na lei nacional do piso do magistério. Foto: Marco Santiago/Notícias do Dia/Notisul

Angelica Brunatto
Tubarão

Ainda que a adesão dos professores à greve, iniciada nesta segunda-feira, ainda seja considerada pequena, aos poucos os educadores começam a mudar de opinião. E isso gera preocupação para o estado. Por hora, os números seguem se grande alteração. Cerca de 3% dos educadores cruzaram os braços.

O número pode ser considerado pequeno, mas é o suficiente para impactar no ano letivo de 17 mil alunos da rede estadual. Eles foram remanejados para outras instituições onde ainda há atividades. Um outro contraponto: a greve atinge todas as 36 regionais de governo.

Para a próxima semana, atos públicos regionalizados e novas assembleias do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) estão agendados. O encontro estadual da categoria será no próximo dia 8. Ontem, em Florianópolis, os professores que participaram da primeira assembleia geral da greve, realizaram um protesto em frente da Casa D’Agronômica, sede do governo catarinense.

A intenção era discutir uma nova proposta diretamente com o governador Raimundo Colombo (PSD). “O secretário de educação, Eduardo Deschamps, fechou as portas para a classe. Diante disso, não há nova proposta e não há fim da greve”, avisa a secretária adjunta do Sinte, Inês Fortes.

Professores paralisam atividades em Gravatal

A exemplo do que ocorre no estado, os 120 professores da rede municipal de ensino de Gravatal ameaçam greve. O primeiro ato ocorre hoje, em frente ao prédio da prefeitura. As aulas estarão suspensas durante todo o dia.
O motivo é o não cumprimento da lei do piso. “Estamos em negociações desde o início deste mês e ainda não tivemos nenhuma proposta concreta”, lamenta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Prefeitura de Gravatal (Sintrag), Márcio Laurentino Mendonça.

Porém, conforme a secretária de educação, Raquel Marcon Mendes Rodrigues, será repassado um aumento a todos os servidores no início do próximo mês. “Quanto ao piso dos professores, a categoria nos procurou. Apresentamos propostas e eles também. Estudamos as condições financeiras, mas não temos prazos para apresentar algo novo”, avisa Raquel.
Do outro lado, o sindicato anuncia que, caso não haja nenhum posicionamento da prefeitura até a próxima semana, os professores irão parar as atividades. “E isso será por tempo indeterminado”, adianta Márcio.