Zahyra Mattar
Tubarão

O ‘condomínio’ de nômades instalado na avenida Padre Geraldo Spettmann (a da rodoviária), no bairro Dehon, em Tubarão, preocupa, e não é de hoje, quem mora nas proximidades. Sobram reclamações, faltam soluções.

Muitos homens vivem alcoolizados, as mulheres esmolam pelo centro e as crianças ‘aterrorizam’ a vizinhança. Quando não cercam as pessoas na rua para pedir dinheiro (e coitado de quem não der), jogam pedras nos carros, xingam, batem nas pessoas.

Desde o ano passado, a resposta dos gestores municipais é sempre a mesma: “não há muito o que fazer”. “Vamos pedir para os proprietários dos terrenos invadidos cercarem suas áreas”. Boa parte dos lotes continua à disposição dos ‘locatários’.
Esta falta de ação motivou o presidente da câmara de vereadores, João Batista de Andrade (PSDB), o Sargento Batista, a requer às secretarias de assistência social, segurança e trânsito, planejamento e desenvolvimento urbano ações efetivas quanto ao cercamento das áreas.

“O município pouco avançou nesta questão. A lei não permite tirar estas famílias de lá. Eles vivem assim porque querem. E precisamos respeitar. Mas nem por isso o município pode deixar como está. Acredito que pelo menos a questão que envolve o cercamento dos terrenos poderia estar resolvida”, pondera Batista.

Além do cercamento das áreas, Batista avalia que precisa haver maior controle e fiscalização por parte do executivo. “O problema não é os nômades, mas as ações cometidas por eles. Além de ser uma questão social, trata-se de uma questão de segurança pública”, considera o presidente do legislativo.