Brasília (DF)

Ao que tudo indica, as sucessivas denúncias que recaem sobre o alto escalão do governo da presidenta Dilma Roussef (PT) estão longe de terminar. A bola da vez é o ministro das cidades, Mário Negromonte. Ele é acusado de uma suposta fraude em um parecer de obra de mobilidade urbana para a Copa de 2014 em Cuiabá (MT).
Negromonte nega as denúncias e diz que abrirá, já nesta semana, uma sindicância para apurar o caso. “Não vou passar a mão na cabeça de ninguém”, avisa. As denúncias foram feitas pelo “O Estado de S.Paulo”.
Conforme a publicação, servidores da pasta forjaram documentos que autorizam mudanças no projeto em questão. Com isso, valor de custo da obra teria sido ampliado para R$ 1,2 bilhão – R$ 700 milhões a mais do que o previsto na proposta original.

“Primeiro, não houve fraude. Foi uma divergência de opiniões de técnicos. Estas acusações têm um único propósito: enfraquecer o governo Dilma”, sustenta o ministro. O projeto inicial em Cuiabá previa a construção de um corredor de ônibus (BRT, Bus Rapid Transit, na sigla em inglês), que já contava com financiamento aprovado.
Em junho, o governo de Mato Grosso anunciou que pretendia deixar o BRT de lado em troca da implantação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A obra é mais cara, mas, segundo o governo, é necessária para atender a um movimento maior do que o BRT comporta.
Para obter ajuda financeira do governo federal, o governo de Mato Grosso necessitava de um parecer favorável do Ministério das Cidades.