Reunião foi considerada produtiva, especialmente porque, pela primeira vez, o estado afirmou que o pagamento do piso está garantido . Até então o discurso era outro. Foto: Graciela Fell/Sinte-SC/Notisul
Reunião foi considerada produtiva, especialmente porque, pela primeira vez, o estado afirmou que o pagamento do piso está garantido . Até então o discurso era outro. Foto: Graciela Fell/Sinte-SC/Notisul

Zahyra Mattar
Tubarão

Não há nada definido entre estado e professores. O encontro ocorrido na tarde de ontem, entre os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) e da coordenação executiva de negociações e relações funcionais do estado, serviu para marcar três novas reuniões: hoje, amanhã e sexta-feira.

A meta: os professores querem o cumprimento da lei do piso, que fixou o reajuste anual aos educadores em 22,22%. O estado quer que a categoria desista da greve, agendada para a terça-feira da próxima semana. O secretário de educação, Eduardo Deschamps, tem pressa e está visivelmente preocupado. Participa hoje, em Brasília, de uma audiência pública para tratar exatamente do reajuste do piso nacional.
Ainda que não exista acordo ou nova proposta – pelo menos por enquanto – , a semana é decisiva. Tanto que o estado mudou o tom do discurso. O coordenador executivo de negociações e relações funcionais, Décio Augusto de Vargas, afirmou que o percentual de reajuste está garantido.

A questão agora é quando pagar. “Precisamos pensar em uma reestruturação da distribuição de coeficientes na tabela salarial”, sugeriu Décio. Do outro lado, o sindicato afirmou que a categoria não quer a greve, mas para isso é preciso ampliar as negociações e , o principal ponto para eles, apresentar uma nova tabela salarial, com suas propostas e prazos para o pagamento do reajuste.
A proposta anterior feita pela secretaria de educação foi recusada pelos professores e está descartada, inclusive, pelo próprio governo. Os educadores estão em estado de greve desde o fim da paralisação de 62 dias, no último ano.