Jarrão alega inocência.
Jarrão alega inocência.

Karen Novochadlo
Tubarão

Não há uma data para que seja proferida a sentença do processo que envolve o vereador Geraldo Pereira (PMDB), o Jarrão, de Tubarão, e sua ex-assessora, Cynara Guimarães Antunes. O juiz Elleston Canali, da primeira vara criminal da comarca, aguarda ainda a chegada de algumas cartas precatórias, com o relato de testemunhas importantes ao processo.

“Estas testemunhas têm o direito de ser ouvidas no fórum da cidade onde residem”, aponta o juiz. Foram emitidas cartas precatórias para: o repórter que fez a matéria, Giovani Grizotti (Porto Alegre/RS); Patrícia Guimarães Pereira (Balneário Camboriú); Clésio Mucio Drumond e Clermon Augusto Drumond (ambos de Vespaziano/MG); Raimundo Silva (Itacoatiara/AM); Aludir Alves de Cristo (Joinville); Sebastião Alves Macena (Recife/PE).

A última movimentação no processo ocorreu no dia 18 do último mês. No dia 17, Elleston emitiu um oficio para o Amazonas, com o objetivo de obter informações sobre o depoimento de Raimundo Silva.
A audiência de instrução e o início do julgamento ocorreu no dia 15 de junho. Jarrão e Cynara são acusados de fazer turismo com dinheiro público, conforme denúncia oferecida pelo Ministério Público e aceita pela justiça.

Lembre o caso

Conforme a denúncia feita pelo Ministério Público, o vereador Geraldo Pereira (PMDB), o Jarrão, e a ex-servidora Cynara Guimarães Antunes são acusados de peculato, em virtude do suposto uso de verba pública para fins de turismo no nordeste.

Os dois sempre negaram qualquer envolvimento. Inclusive, chegaram a devolver aproximadamente R$ 4.300,82 cada. O valor é referente às diárias utilizadas para a viagem, motivada para a participação de um curso promovido pelo Instituto Nacional Municipalista (INM), entre os dias 1º e 5 de julho do ano passado.
O caso veio à tona em 8 de agosto de 2010, quando o programa Fantástico, da Globo, veiculou a reportagem Farra das Diárias. Jarrão e Cynara foram gravados na praia de Porto de Galinhas no momento que, em tese, deveriam estar no curso.

Na única vez que falou abertamente sobre o caso, Jarrão disse que foi induzido a dar as respostas que aparecem na gravação. A assessora nunca quis dar entrevistas, mesmo insistentemente procurada.
Na câmara, Jarrão nunca foi punido. Cynara foi exonerada, mas em função de lei do nepotismo. Com o escândalo, veio à tona que ela é sobrinha do vereador e, portanto, não poderia assessorá-lo.