Vistoria realizada ontem confirmou que existem problema, inclusive de ordem estrutural que precisam ser solucionados antes da inauguração do local. Um exemplo é o piso do segundo canil e do gatil, que está rachado. Fotos: Tulio Duarte/Divulgação/Notisul
Vistoria realizada ontem confirmou que existem problema, inclusive de ordem estrutural que precisam ser solucionados antes da inauguração do local. Um exemplo é o piso do segundo canil e do gatil, que está rachado. Fotos: Tulio Duarte/Divulgação/Notisul

Zahyra Mattar
Tubarão

É verdade que a meta inicial da secretária de saúde da prefeitura de Tubarão, Albertina Carvalho, a Beth Xuxa, era inaugurar o Centro de Controle de Zoonoses, no bairro Monte Castelo, até o fim deste mês. Mas ontem, após vistoria no local, Beth precisou recuar.

Problemas com a nova estrutura, além da necessidade de realizar algumas licitações, ainda são entrave. Com isso, fica complicado dizer quando o lugar realmente começará a operar.
O vereador Deka May (PP) também participou da vistoria. Na visão dele, o CCZ não tem condições de abrir as portas. “A obra está muito atrasada. Amanhã (hoje) vou, inclusive, pedir um laudo técnico para avaliar a estrutura. Existem muitas falhas e a qualidade não parece ser boa”, avalia.

O presidente da ONG Movimenta-Cão, Francisco Beltrame, convidado por Beth a participar do encontro, concorda que não existe como o CCZ começar a operar do jeito que está.
“Talvez não exista ninguém que queira tanto este lugar em funcionamento quanto os membros da ONG, mas do jeito que está, seria, no mínimo, imprudente”, ressalva Beltrame.

Entre os entraves estão os contra-pisos do segundo canil e do gatil. Nestes dois locais existem grandes rachaduras. Engenheiro civil, Beltrame atesta que não existe como remendar. É preciso refazer tudo. Também falta lançar a licitação à aquisição da mobília e instrumentos ao centro cirúrgico.
“Os móveis e equipamentos às outras estruturas já estão compradas. No momento é feita a licitação à aquisição dos carros (são dois, uma para o administrativo e outro para recolher os animais) e este mês sai a concorrência do material do centro (cirúrgico)”, assegura Beth.

Falta a licença ambiental para o funcionamento

Além de questões estruturais, existem outros pontos que precisam ser solucionados para que Centro de Controle de Zoonoses de Tubarão, no bairro Monte Castelo, possa funcionar.
Um deles é a reformulação da fossa e do sumidouro. O projeto executado não comporta, nem de longe, a necessidade futura do local. Se hoje o CCZ operasse com 100% de sua capacidade, a fossa entupiria em 15 dias.
A secretaria de saúde da prefeitura, Albertina Carvalho, a Beth Xuxa, confirma o problema e antecipa: um novo projeto já é feito para que esta questão seja rapidamente contornada.
“Além deste projeto, também é feito um outro para melhorar o acesso, hoje horrível, ao CCZ e criar um pequeno estacionamento”, completa a secretária. A questão do funcionamento também está pendente.

A lei que dará as diretrizes para a operacionalização do espaço está pronta, mas ainda não foi enviada à câmara de vereadores, onde precisa ser aprovada. Segundo Beth, o texto será remetido ao legislativo na próxima semana. Por último, até onde se sabe, o local também precisa de uma licença ambiental de funcionamento.
A expedição é feita pela Fatma. Isto porque, conforme a resolução do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), o CCZ é considerado uma atividade potencialmente poluidora, em virtude da grande quantidade de dejetos que irá gerar.