Após a assembleia da categoria, na tarde de ontem, e a definição da suspensão da greve, os professores seguiram até a secretaria estadual de educação. O secretário Eduardo Deschamps reabriu as negociações. Foto: Graciela Fell - Sinte-SC/Notisul
Após a assembleia da categoria, na tarde de ontem, e a definição da suspensão da greve, os professores seguiram até a secretaria estadual de educação. O secretário Eduardo Deschamps reabriu as negociações. Foto: Graciela Fell - Sinte-SC/Notisul

Angelica Brunatto
Tubarão

Após 16 dias em greve, os professores da rede estadual de ensino decidiram suspender o movimento. O motivo: poder negociar com o governo.
A suspensão foi decidida, ontem, em assembleia da categoria. Outro ponto que contribuiu com a decisão foi diferença de adesão entre a regionais.

Na assembleia, os professores montaram um plano de ação. O primeiro passo foi tentar um novo contato com o secretário estadual de educação, Eduardo Deschamops. “Logo depois da assembleia, fomos à sede da secretaria entregar um documento”, conta a secretária de organização do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), Tânia Fogaça.
E não é que o movimento deu certo! Com a suspensão da greve, Deschamps também cedeu e atendeu a categoria. Neste primeiro e rápido encontro, já ficou definida a data da primeira reunião: hoje, às 10 horas.

“O secretário falou em rever a posição do governo, e também afirmou que deseja avaliar a municipalização do ensino”, relata Tânia.
Porém, mesmo com a retomada das negociações com o estado, a categoria está em alerta. “Neste primeiro momento, parece estar tudo bem”, avalia a secretária. Tânia acredita que o governo deseja mandar novos projetos para serem aprovados na assembleia legislativa, e necessita do apoio da categoria.

Os professores já estão de volta às salas de aula. Eles devem permanecer assim por pelo menos mais 30 dias, quando deve ocorrer uma reunião do Sinte para avaliar se há, ou não, a necessidade de outra assembleia, para saber se a categoria voltará a paralisar as atividades.

Propostas recusadas até o momento

Primeira tentativa
• No dia 14 de março, o estado ofereceu o pagamento do reajuste de 22,22%, previsto na lei do piso nacional do magistério, mas apenas para os professores em início de carreira.
• O retroativo a janeiro e fevereiro seria pago em duas parcelas (julho e setembro).
• Para os educadores com graduação e especialização, a intenção é dividir o pagamento do reajuste em três parcelas: uma este ano e as outras em 2013 e 2014.
• Em assembleia no dia seguinte, a proposta foi integralmente rejeitada por unanimidade. Nesta mesma ocasião, os professores votaram pelo estado de greve.

Segunda tentativa
• No dia 16 do mês passado, o governo do estado fez uma nova proposta aos professores. Paga 8% do reajuste de 22,22% para todos os servidores do estado, inclusive aos professores.
• Apenas para os educadores o estado está disposto a bancar o percentual de 14,22% (22,22% menos os 8%).
• O pagamento seria feito de forma parcelada, até dezembro do próximo ano. A primeira parcela seria quitada em agosto deste ano e a segunda somente em janeiro de 2013.
• No dia seguinte, em assembleia estadual, os docentes recusaram a proposta e votaram pela greve.