“A morosidade dos trabalhos e a situação da estrada nos motivaram a fazer o protesto. Vamos fazer outro se não cumprirem o que prometeram”, alerta o empresário Glademir Antônio Brustolon, proprietário da Laguna Navegação, apoiadora do manifesto.
“A morosidade dos trabalhos e a situação da estrada nos motivaram a fazer o protesto. Vamos fazer outro se não cumprirem o que prometeram”, alerta o empresário Glademir Antônio Brustolon, proprietário da Laguna Navegação, apoiadora do manifesto.

Zahyra Mattar
Laguna

As questões ambientais que envolvem a pavimentação asfáltica da SC-100, entre a balsa, em Laguna, e o Camacho, em Jaguaruna, com um ramal para o Farol de Santa Marta, sempre foram um desafio para tirar este projeto do papel.
Quando o estado anunciou a licitação da obra, ainda no ano passado, acreditava-se que tudo isto estaria resolvido. Mas neste caso o verbo é mesmo no passado. A ordem de serviço para pavimentação foi assinada no dia 19 de dezembro de 2010. Mas, como houve a troca do governo, a execução deveria ter começado somente em 11 de maio.
Novamente, o verbo é no passado. Já é outubro e a obra não deslanchou. A empresa vencedora, a Setep, de Criciúma, teve os trabalhos limitados por falta da Licença Ambiental de Operação (LAO). Depois, o problema era os sítios arqueológicos. Era necessário o acompanhamento do Iphan.

Cansados de esperar e de haver tantos poréns para algo que se julgava solucionado, os moradores da região da ilha fecharam a rodovia nesta segunda-feira pela manhã. O protesto durou até as 16 horas, quando o secretário de desenvolvimento regional em Laguna, Christiano Lopes (PSD), conseguiu remediar a situação.
No acordo alinhavado, estão duas questões. A primeira: a garantia de que a Setep fará a manutenção semanal da estrada. Segunda: a empreiteira começa nos próximos dias a implantação da nova rede de drenagem no ponto considerado mais crítico (cinco quilômetros da balsa em direção à comunidade da Passagem da Barra).