Tubarão

Há mais de 20 anos, o empresário Paraguassu Metzkere, 54 anos, utiliza a água da bica localizada na rua Custódio Salvador, no Morro do Canudo, centro de Tubarão. Ao buscar o líquido na manhã de sexta-feira, levou um susto: encontrou uma água barrenta e com mau cheiro.

Supostamente, problemas ocasionados nos trabalhos de ampliação de ramais de distribuição de gás, feitos por uma empresa terceirizada pela SCGás, teriam contaminado a caixa que armazena a água. Segundo um funcionário da empresa, um furo direcional fez com que a água se misturasse com o barro.

O Notisul tentou contato com representantes da SCGás, mas ninguém quis falar sobre assunto. A empresa terceirizada também foi procurada, mas os gestores preferiram não dar declarações.

Vigilância fará análise

Apesar da Vigilância Sanitária ter interditado a bica d’água próxima ao Morro do Canudo, mais de 50 famílias insistem em usar o líquido para consumo. É o caso do comerciante José Manoel Gaspar, 71 anos. Ele chegou a construir um poço artesiano ao lado da bica, que utiliza há 50 anos. “Estou revoltado com isso. É um crime ambiental, alguém tem que tomar uma atitude”, reivindica. Na próxima semana, a Vigilância Sanitária encaminhará uma amostra da água para análise laboratorial.

Segundo o diretor do órgão, Elias Antônio Gonçalves, análises realizadas anteriormente no mesmo local comprovam que a água do local é imprópria para o consumo. “O povo insiste em usar aquela bica. Já lacramos a vertente duas vezes, mas não adianta”, lembra.

Verificação

O secretário de desenvolvimento urbano da prefeitura de Tubarão, Nilton de Campos, garantiu que encaminharia neste sábado uma equipe para analisar o problema de contaminação na água da bica no Morro do Canudo. Ele foi informado do fato somente na noite desta sexta-feira. O secretário de planejamento, Edvan Nunes, também prometeu enviar um engenheiro do departamento do meio ambiente para analisar a situação. Somente após isso a prefeitura anunciará se cobrará os danos da SCGás.