Grupo ‘Observatório’ protesta contra o mau uso do dinheiro público  -  Foto:Ivete Vargas/Divulgação/Notisul
Grupo ‘Observatório’ protesta contra o mau uso do dinheiro público - Foto:Ivete Vargas/Divulgação/Notisul

Capivari de Baixo

A situação não é nova e parece que a população está mais atenta. Há cinco anos, alguns ex-vereadores e também parte dos atuais foram acusados de gastar de maneira demasiada os recursos utilizados em diárias, entre 2009 a 2011. Em setembro de 2011, os vereadores assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público (MP) e comprometeram-se a devolver aos cofres públicos R$ 167 mil. Porém muitos ex-legisladores ainda não quitaram a dívida.

Na última semana, uma servidora da Casa Legislativa alegou que assinou documentos para a liberação de valores de diárias, entretanto, ela afirmou que nunca recebeu dinheiro ou realizou viagens e era orientada a ficar em casa no período do suposto curso. Ela denunciou que colaborava nos dois últimos anos para não perder o emprego. Os ex-presidentes da Câmara negam que isso tenha ocorrido, mas se ocorreram não é de conhecimento deles.

Ontem, dezenas de manifestantes foram à Casa parlamentar protestar contra a situação. Uma moradora do município e líder do movimento, Ivete Vargas, lamentou o ocorrido. “Nos últimos quatro anos foram utilizados R$ 490 mil em diárias. Esse valor pagaria o curso de direito para dez acadêmicos. Além disso, teve um acréscimo de assessores. Para quê?”, questiona. 

O atual gestor da Casa legislativa, Jean Fernandes (PSDB), destacou que a manifestação é um direito da população e que as diárias são legais quando usadas da forma correta. “O funcionário ou vereador pode e deve participar de cursos para se aprimorar. Não sou contra, mas na minha gestão o participante terá que pagar do seu bolso e, após o comprovante de inscrição, presença e certificado, aí sim a Câmara reembolsa. Não sei se nas outras gestões ocorreu algo ilícito, porém, se isso for comprovado, que os culpados paguem”, conclui.