Área da Santos Brasil, em Imbituba, às margens da BR-101 é uma das possibilidades para a instalação da fábrica da Cimolai na região.
Área da Santos Brasil, em Imbituba, às margens da BR-101 é uma das possibilidades para a instalação da fábrica da Cimolai na região.

Angelica Brunatto
Tubarão

A instalação da fábrica da Cimolai em Santa Catarina gera um embate político. Todos querem que a empresa se instale em seu município. Porém, ainda há indefinição.
Enquanto Tubarão prepara um cronograma de obras para a preparação do terreno da Tractebel, a ser apresentado na próxima terça-feira, outras cidades apresentam propostas. Entre estas, está Criciúma.
O município manifestou interesse nos últimos dias. O prefeito Clésio Salvaro conversou com o deputado estadual Manoel Mota (PMDB), e oferecido uma área para a instalação da empresa italiana. Especula-se que o terreno em questão seja próximo à BR-101.

Mas a área ainda não foi visitada. Isso porque os investidores afirmam ter um termo de compromisso com Tubarão.
A Cimolai negocia a vinda para a Cidade Azul há cinco meses. Entretanto, recentemente o terreno foi avaliado como inviável. E isso deixou os investidores balançados.
E a empresa tem pressa. Os diretores pretendem começar as obras no mais tardar até o fim deste ano. Os italianos possuem contratos e em fevereiro de 2013 querem estar com a linha de produção em funcionamento.

Outros municípios, como Turvo, também mostraram propostas, mas foram recusadas. Para os italianos, quanto mais ao sul do estado pior para o investimento. A justificativa é que, por produzirem muito aço, querem evitar as rodovias. Para eles, o ideal seria uma ferrovia dentro da fábrica.
A produção seria escoada, pelos trilhos, para o porto de Imbituba. De onde seguiria para o destino.

Imbituba é dada como certa

Com a indefinição do terreno para a instalação da multinacional em Tubarão, autoridades afirmaram que a ida Cimolai para Imbituba estaria confirmada. O terreno também: uma área pertencente à Santos Brasil, no condomínio retroportuário, às margens da BR-101, quase ao lado da ZPE.
O assunto ganhou força maior nesta semana. As primeiras discussões seriam para a instalação de um Centro de Distribuição, mas houve a evolução das conversas para a instalação da fábrica.
Agora resta a apresentação do cronograma pela prefeitura de Tubarão. Mas, mesmo que a italiana não se instale na Cidade Azul, o deputado Manoel Mota (PMDB) garante que a empresa ficará no sul de Santa Catarina.

Chineses visitarão SC em maio

Quando a comitiva catarinense viajou para conhecer a sede da empresa italiana Cimolai, visitou também empresas chinesas interessadas em se instalar em Tubarão. Mas os empreendimento só se instalarão se for junto à Cimolai. A justificativa é que elas se complementam.
Uma visita dos chineses a Santa Catarina já está marcada. Eles deverão ser recebidos na Assembleia Legislativa (Alesc) na primeira quinzena de maio.

Relembre

• O início das negociações para a instalação de multinacionais em Santa Catarina iniciou em janeiro. A italiana Cimolai foi a primeira a demonstrar interesse. Depois, vieram a Huayi Lighting (chinesa) e a Traçado (gaúcha) – além de uma outra chinesa de nome não revelado. Porém, se a italiana não instalar a fábrica na Cidade Azul, as demais empresas também não se instalarão, isso porque elas trabalham em conjunto.
• Uma comitiva catarinense foi à Europa e os diretores da empresa italiana retribuíram a visita à Cidade Azul.
• Um outro ponto que emperrou as negociações em torno do terreno pertencente à Tractebel foi o tempo para que a área ficasse pronta para receber as empresas. São previstos seis meses para a expedição da licença ambiental e outros seis para execução da terraplanagem. Além disso, os valores são altos. Só para terraplanar o espaço, de 90 hectares, são necessários algo em torno de R$ 10 milhões a R$ 15 milhões.
• A Cimolai é responsável pela construção da estação do Metrô de Nova Iorque, nos Estados Unidos, no local onde ficavam as Torres Gêmeas (atingidas por aviões durante um ataque terrorista em 11 de setembro de 2001). A estação fica no “Ground Zero”, e é uma obra importante para a nação norte-americana, por simbolizar o dia em que o país sofreu um dos maiores ataques da história.