Zahyra Mattar
Tubarão

O pacote de obras de macrodrenagem que beneficiará vários bairros na margem esquerda do rio Tubarão pode ser inviabilizado. O motivo: a Caixa Econômica Federal analisou o projeto, executado pela Prosul, de Florianópolis, e pediu informações complementares. Em tese, haveria dados incorretos e de outras regiões, o que não corresponderia à realidade do município.

Isto, porém, não é confirmado pelo secretário de planejamento da prefeitura de Tubarão, Edvan Nunes. “O projeto foi entregue na data certa (último dia 15), mas houve alguns pontos considerados incompletos pela Caixa. Amanhã (hoje), vamos lá esclarecer”, adianta Edvan, em referência à reunião, em Criciúma, entre técnicos do banco, da prefeitura e da Prosul.

As informações complementares pedidas pela Caixa, exemplifica Edvan, dizem respeito a estudo de bacia e vazão, cadastro da área que será envolvida no projeto, entre outros dados complementares. No ano passado, a prefeitura de Tubarão conseguiu uma verba de R$ 4,9 milhões, do Ministério das Cidades, para as obras de macrodrenagem da margem esquerda. A desaprovação do projeto poderá culminar na perda deste dinheiro.

“Dizer isso é imprudente. A Caixa tem até (esta) sexta-feira para dar um parecer final. Não tem nada perdido”, valoriza Edvan. As obras de macrodrenagem, que compreende a construção de três estações elevatórias para minimizar os problemas de cheias, beneficiarão cerca de 28 mil habitantes (30% da população) dos bairros Humaitá, Dehon, Morrotes, Vila Eliza e Centro.