Zahyra Mattar
Tubarão

As obras da Arena Multiuso de Tubarão começam no próximo ano. O problema é que podem iniciar e parar no meio do caminho. A única sobrevivente do tumultuado processo de licitação é a Construtora Viseu, de Joinville. A empresa não só sobreviveu como é a vencedora do certame.

Não há resultado homologado, mas também não haverá outro. Isto porque a tentativa de impugnar a habilitação, feita em conjunto pelas empresas Planen e Camilo e Ghisi, ambas de Tubarão, foi frustrada na semana passada. A comissão de licitação não aceitou a argumentação e deu segmento ao procedimento.

Com isso, deve ser agendada a abertura da proposta financeira da única concorrente, que, por lógica, será a vencedora. As duas empresas tubaronenses alegaram que a Viseu também não possui comprovação de acervo, exigido no edital.

“Eles conseguiram vencer este item porque apresentaram um pacote de obras que contêm a metragem solicitada no edital. Mas, se for para somar obra, tanto eu quanto a Planen temos o mesmo”, rebate Silvio Ghisi, sócio-proprietário da Camilo e Ghisi.

Na próxima semana, Silvio ingressa com ação judicial para contestar o resultado da habilitação. Como poderá haver demora no julgamento, o processo de licitação deverá terminar e a obra até começar. Mas, em caso de decisão favorável à Camilo e Ghisi, a construção pode ser embargada.

Recursos
• O convênio para a implantação da Arena Multiuso de Tubarão, a 19ª obra desta magnitude em Santa Catarina, foi oficializado com o estado no dia 3 de julho.
• A obra é orçada em R$ 14.339.036,00 – R$ 6 milhões do estado e R$ 8.339.036,00 do município. A parte do estado será repassada em 12 parcelas de R$ 500 mil.
• Ontem, o primeiro milhão para a obra foi depositado na conta da prefeitura. Na verdade, R$ 1,8 milhão. A parte da prefeitura será buscada junto ao Ministério dos Esporte, no próximo ano.
• Caso consiga metade ou nada, a prefeitura já está administrativamente preparada para assumir a sua parte.