Amanda Menger
Tubarão

Uma das maiores polêmicas do ano em Tubarão foi a eleição da mesa diretora da câmara. Isto porque João Fernandes (PSDB) rompeu o acordo firmado pelos vereadores do PSDB, PDT e PP para a eleição de Edson Firmino (PDT). Ele aliou-se ao PMDB e foi eleito vice de Geraldo Pereira (PMDB). Jarrão renunciou por duas vezes. O acordo era que João ficaria até o fim deste ano e cederia para Maurício da Silva (PMDB).

Os dois formariam uma nova chapa para a eleição do segundo biênio (2011/2012). Maurício ficaria a frente da câmara em 2011 e João no último ano. Agora, o acordo pode ir por água abaixo. O próprio PMDB teria sugerido a João que ficasse no cargo no próximo ano e Maurício ficaria com os dois últimos. O presidente ainda não deu uma resposta, o que deverá ocorrer esta semana, quando o grupo irá reunir-se.

A decisão de João não será tão fácil. Fontes ligadas à base governista afirmam que há uma contraproposta. A sugestão é manter o acordo, ou seja, Maurício assume em janeiro e João voltaria em 2012. O tempo que ficaria fora dos ‘holofotes’ seria uma forma de amenizar as brigas internas no PSDB. Além disso, seria feita uma aproximação de João com o prefeito Manoel Bertoncini (PSDB). A relação entre os dois ficou estremecida após a série de requerimentos feitos pela mesa diretora quanto aos gastos da prefeitura.

Mais de 220 projetos foram apresentados este ano

O número de projetos apreciados pelos vereadores de Tubarão aumentou consideravelmente este ano. Foram 223 propostas debatidas, entre as de origem tanto do executivo quanto do legislativo. No ano passado, a casa analisou 172 projetos. Porém, nem tudo o que foi apresentado foi votado e, consequentemente, aprovado.

Assim, o escore ficou em cerca de 80 projetos aprovados e 55 sancionados. Os demais tiveram veto total ou parcial. Se o número de projetos aumentou, o de requerimentos é ainda maior: 1,6 mil. Se somados aos ofícios, o número de documentos emitidos pela câmara passam de dois mil.

“Há um excesso de projetos. Alguns são muito bons e serão lembrados. É o caso da lei dos bares, do toque de recolher e do fumo em locais fechados. A mesma coisa o número de requerimentos. Teve muita coisa desnecessária”, avalia o líder da base governista, vereador Haroldo de Oliveira Silva, o Dura (PSDB).

Para o vice-presidente da câmara, Maurício da Silva (PMDB), não há excesso de projetos ou requerimentos. “O ano foi produtivo, isso sim. A câmara de vereadores foi o fórum de debates de temas como a duplicação da BR- 101, a instalação da indústria de fosfato em Anitápolis, o Aeroporto Regional Sul, a segurança pública e a redragagem do Rio Tubarão”, exemplifica Maurício.

Quando a câmara fez o recesso do meio do ano, o número de projetos já chegava a 90 e o de requerimentos, a mil. Na época o presidente João Fernandes (PSDB), rebateu as críticas, principalmente sobre a ‘cópia’ de propostas. “Não há excessos de projetos. Isso faz parte do trabalho do vereador assim como fiscalizar o poder executivo. Se um projeto apresentado em outro município for bom não tem porque deixarmos de seguir o exemplo”, afirmou à época.