Carolina Carradore
Laguna

O prefeito de Laguna, Célio Antônio (PT), e o vice, Luis Fernando Shiefler Lopes (PP), entram hoje com pedido de embargo declaratório indagando certos pontos da decisão do juiz eleitoral da cidade, Maurício Fabiano Mortari. Ambos tiveram os seus mandatos cassados ontem, após decisão judicial baseada em uma ação de investigação por compra de votos. A sentença será publicada hoje.

Enquanto o pedido não for julgado, Célio e Luis Fernando permanecem no cargo. Depois deste prazo, assumem o cargo a segunda chapa colocada nas eleições de 2008, composta por Mauro Candemil (PMDB) e Aderbal Zapeline Mendes (PSDB). A sentença de primeira instância determina também o pagamento de multa de R$ 30 mil.

Segundo o magistrado, um dos fatores da decisão foi a aquisição de medicamentos como moeda de troca por votos. Nas eleições de 2008, um advogado entrou com ações judiciais para a aquisição de remédios à população de baixa renda. O advogado, de acordo com a sentença, somente entregava a medicação mediante promessa de voto em favor do então candidato Célio Antônio. “Foi comprovado também que o prefeito pressionava funcionários a trabalhar na campanha eleitoral em troca da manutenção do cargo”, enfatiza.

O outro lado
O prefeito de Laguna, Célio Antônio (PT), estava ontem em Brasília participando da Marcha dos Prefeitos e soube da decisão por telefone. Em entrevista ao Notisul, negou conhecer a atitude do advogado que trocava medicamentos por votos em seu nome. “Eu não tenho nada a ver com isso, nunca pedi uma coisa dessa”. Célio entrará também com medida cautelar e, enquanto a decisão não saia, afirmou que obedecerá decisão judicial.