Priscila Loch
Jaguaruna

Não há mais tempo viável para oferecer voos comerciais no Aeroporto Regional Sul Humberto Bortoluzzi, em Jaguaruna, este ano. O motivo, explica o vice-governador Eduardo Moreira, é a burocracia. A TAM já assinou um protocolo de intenções e praticamente confirmou que irá oferecer linhas diárias para São Paulo, mas só aceita operar por instrumentos.

“Hoje, Jaguaruna tem homologação para voos visuais diurnos e noturnos. Mas somente com este tipo de operação seriam cancelados muitos voos. Por isso a importância da operação por instrumentos, que não sai antes do fim do ano. Temos que ser realistas”, declara Eduardo. 

Para a operacionalização por instrumentos, é necessária a homologação do Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 2) e inspeção pelo avião laboratório do Grupo Especial de Inspeção em Voo (Geiv), mantido pela Aeronáutica.

A expectativa é que a autorização para funcionamento da estação de rádio ocorra em até 15 dias. A máquina de raio-x e o pórtico detector de metal já estão instalados na sala de embarque do terminal de passageiros. “O estado reduziu o ICMS para o combustível das aeronaves para agilizar o processo. Agora, é aguardar”, acrescenta o vice-governador.

O raio-x, por meio de sensores internos, registra todo o material que passa pelo equipamento. As cores visualizadas variam conforme os tipos de produtos. Três profissionais já foram contratados para operar os equipamentos.

Técnicos da TAM já estiveram em Jaguaruna duas vezes para inspecionar as instalações. Na segunda visita, no mês passado, os representantes da empresa aérea responsáveis pelos setores de tecnologia de informação, estrutura, manutenção, almoxarifado e rampa sugeriram algumas alterações para melhor atender os passageiros.

Obra iniciou há 12 anos
A construção do aeroporto começou a sair do papel em 28 de junho de 2002. O investimento total foi de R$ 60 milhões. A pista, primeira etapa da obra, concluída em 2006, tem 2,5 mil metros de extensão e 30 metros de largura, e já há projeto para aumentar para 45 metros, tamanho necessário para receber aviões como Airbus 320 e Boeing 767. 
A segunda etapa foi a construção do terminal de passageiros, iniciada em fevereiro de 2009 e inaugurada em dezembro de 2010. E a terceira foi a abertura e pavimentação asfáltica do acesso via Sangão. A construção do terminal de cargas foi suprimida do projeto por falta de verba (em 2009, era orçada em R$ 1,7 milhão).