Corte de luz: Hoje, o prazo para desligar a energia é de 20 dias. Quando a conta atrasa em dez dias, uma notificação da Celesc é enviada para o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Depois de 20 dias, o cliente recebe um aviso de desligamento da energia.
Corte de luz: Hoje, o prazo para desligar a energia é de 20 dias. Quando a conta atrasa em dez dias, uma notificação da Celesc é enviada para o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Depois de 20 dias, o cliente recebe um aviso de desligamento da energia.

Karen Novochadlo
Tubarão

A regional da Celesc organiza para a próxima semana um mutirão para combater a inadimplência. Só em Tubarão, a dívida dos consumidores com a estatal gira em torno de R$ 650 mil. Em todo o estado, chega a R$ 700 milhões. A partir da próxima semana, começarão ser realizados cerca de 200 cortes de energia por dia em residências, comércios e empresas.

Atualmente, são feitos 50 cortes por dia. Contudo, este número não tem refletido na redução da inadimplência. Por isso a Celesc tomou a medida drástica. Algumas atividades serão interrompidas por até duas semanas para esse trabalho seja realizado e funcionários remanejados.
“Geralmente, quando um cliente solicita ligação de energia, levamos dois dias. Na próxima semana, aumentaremos esse prazo para cinco dias, o máximo permitido pela legislação. Disponibilizaremos mais funcionários para realizar os cortes”, explica o gerente comercial da Celesc, Pedro Paulo Souza. Será cortada a energia de 970 residências e estabelecimentos.

No ano passado, a inadimplência foi reduzida devido à ocorrência de vários mutirões. Em agosto, em Tubarão, o ‘rombo’ chegava a R$ 578 mil. A cifra caiu para aproximadamente R$ 350 mil em dezembro. Entretanto, os cortes de energia foram reduzidos, e valor subiu no início deste ano.
Entre os inadimplentes, não existem grandes indústrias e empresas. O grupo é composto por comércios, empresas pequenas e residências. “Em Santa Catarina, metade da dívida provém de empresas em recuperação judicial. Já estudamos novas medidas para evitar o surgimento das dívidas”, explica o presidente da Celesc Antonio Gavazzoni.

Laguna lidera o ranking de inadimplência
Na Cidade de Anita, 10% dos clientes da Celesc são inadimplentes. Em Tubarão, a taxa é de 7,14%. Cerca de 2,4 mil clientes devem em Laguna, contra dois mil em Tubarão. Contudo a maior preocupação da estatal é com Garopaba, que recebe muitos turistas de outros estados. Muitas pessoas retornam para casa e não pagam a conta. Por isso, os cortes de energia terão prioridade no município.

Corte de luz
Hoje, o prazo para desligar a energia é de 20 dias. Quando a conta atrasa em dez dias, uma notificação da Celesc é enviada para o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Depois de 20 dias, o cliente recebe um aviso de desligamento da energia.

Aumento da demanda por energia é debatido
A ampliação da demanda de energia em Tubarão e região foi tema de um encontro na Associação Empresarial de Tubarão (Acit). O presidente, Eduardo Silvério Nunes, e diretores da entidade receberam ontem o presidente da Celesc, Antonio Gavazzoni, e outras autoridades.

Eduardo destacou que, para o desenvolvimento do município, é importante investimento em infraestrutura, que inclui o abastecimento de energia elétrica. Gavazzoni informou que para o próximo ano, uma das metas da Celesc é a revisão tarifária.
Durante o encontro, também foi solicitado o firmamento de parceria para investimentos em fiação subterrânea nas ruas Lauro Müller (beira-rio) e São Manoel (calçadão).

Inaugurada a nova sede da Celesc
Em 2015, encerra a o contrato de concessão da Celesc. A meta da estatal é melhorar o quadro atual, inclusive de atendimento para que seja renovado o contrato. Dentro deste propósito, ontem foi inaugurada a sede da regional em Tubarão. Várias autoridades regionais e municipais compareceram ao evento.

A Celesc está instalada na rua Altamiro Guimarães, onde funcionava a Casan. O gerente regional em Tubarão, Gerson Bittencourt, diz que há 25 anos espera a inauguração de uma nova sede. “Nossa meta é atender nossos clientes melhor. Queremos nos manter uma empresa forte e pública, para mostrar que podemos ser lucrativos”, explica Gerson.

Para o presidente da Celesc, Antonio Gavazzoni, a nova sede trará conforto aos trabalhadores e ao público. O ambiente é climatizado.
Na reforma do prédio, foram investidos R$ 425.149,34. O local foi adquirido através de permutas com faturas de energia elétrica da Casan, no valor de R$ 818,6 mil.
Com o novo prédio, também será reduzido o custo operacional, visto que os empregados das áreas administrativa, financeira e comercial estarão alocados em um mesmo local.