Tatiana Dornelles
Tubarão

Com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), no fim do último mês, o medo da população começou a ser o de mais reajustes em outros tributos, como o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). E é o que está ocorrendo. A queda do imposto do cheque tem refletido em outros lugares e o principal ‘alvo’ é o bolso do brasileiro. E quem sofre mais é aquele que tem menos.

“Quem usa o cartão de crédito, por exemplo, e costuma pagar o valor mínimo da fatura, vai sofrer com a incidência do IOF. Aquele que paga o valor total do cartão não sentirá tanto. Porém, não existe imposto que não atinja todos os brasileiros”, afirma a presidente da Associação das Donas de Casa e Consumidores (Adocon) de Tubarão, Reneuza Borba.

O reajuste no IOF, imposto pago tanto por pessoas físicas quanto por jurídicas, afetará várias modalidades, como cartão de crédito, cheque especial, financiamento de veículos, seguro, empréstimos em financeiras e com desconto em folha, além de cheque especial. “Atingirá diretamente o consumidor e, com isso, irá dificultar até mesmo as vendas no crediário (comércio), uma vez que os juros serão maiores”, ressalta.

Reneuza afirma que concorda com a queda do imposto do cheque, contudo, não deveria ter sido derrubada da maneira como foi. “Acho que a CPMF deveria cair, mas não como ocorreu. É quase a mesma coisa de chegar no emprego, saber que foi demitido e não ter mais aquele orçamento previsto. Você tem que buscar outras formas de manter o orçamento. Foi o que a União fez”, exemplifica.