Parlamentares catarinenses participaram de encontro com o presidente da Caixa em Brasília   -  Foto:Assessoria Edinho Bez/Divulgação/Notisul
Parlamentares catarinenses participaram de encontro com o presidente da Caixa em Brasília - Foto:Assessoria Edinho Bez/Divulgação/Notisul

Brasília

Um encontro hoje, às 17 horas, entre o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB), e uma Comissão Parlamentar Externa, composta pelos 16 deputados da bancada catarinense, coordenada pelo legislador federal Edinho Bez de Oliveira (PMDB), pode, enfim, definir quando e como serão liberados os saques dos benefícios do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) de milhares de tubaronenses que tiveram suas casas e/ou empresas atingidas pelos ventos de mais de 220km/h, que varreram o município no último dia 16.

Ontem à noite, uma reunião entre a Comissão e o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, já sinalizou alguns importantes detalhes para que o procedimento saia o mais rápido possível do papel. “A Caixa só pode liberar para as casas atingidas, e o valor máximo a ser liberado é R$ 6.220,00. No entanto, vendo os estragos em todos os cantos de Tubarão, vamos pedir para que o benefício possa ser direcionado a toda a cidade”, tenta Endinho.

O Secretário Nacional de Defesa Civil, Renato Newton Ramlow, além de um diretor da Caixa (que cuida desses trâmites) devem participar da reunião. Ainda no encontro com Occhi, foi definido que as empresas que têm conta na Caixa, por exemplo, poderão ter uma carência maior de pagamento e um prazo mais estendido. “Vamos pedir o mesmo serviço no Ministério da Fazenda, para parcelamento de tributação, além de solicitar uma atenção às famílias do campo no Ministério da Agricultura, já que houve perdas milionárias também nas lavouras. O momento é de união para que todos sejam assistidos”, elenca Bez.

Tubarão está em estado de calamidade pública, definida na última sexta-feira pelo prefeito Olavio Falchetti (PT), após ter decretado situação de emergência no início da semana passada. O relatório de danos deve ser concluído nos próximos dias. Somente no ramo empresarial, os prejuízos alcançaram a sonora marca de R$ 610 milhões. 

Pedras Grandes também está em estado de emergência
Ontem, foi feito o pedido de homologação aos governos do Estado e da União, para homologação do decreto de situação de emergência, assinado pelo prefeito de Pedras Grandes, Antonio Felipe Sobrinho (PMDB), na última quinta-feira de manhã, devido aos estragos causados pela tempestade do dia 16 de outubro, data que entrará para a história da região como um dos piores desastres naturais do Sul catarinense, com rajadas de vento que ultrapassaram os 200km/h.

O agente coordenador de Defesa Civil de Pedras Grandes, Adson Batista Medeiros, explica que os prejuízos extrapolaram os 2,77% da receita líquida anual, que é R$ 10.850.241,21. “Somente na agricultura foram R$ 7.271.000,00 contabilizados. Também registramos perdas em obras de infraestrutura e em uma ponte pênsil localizada no bairro Alto Pedrinhas”, detalha Adson.

Outros estragos foram contabilizados e o relatório total dos prejuízos já foi concluído. Dos 4.104 habitantes do município, 3.054 foram atingidos diretamente, segundo as autoridades locais. Imaruí, Imbituba, Pescaria Brava e Capivari de Baixo estão em situação de emergência – também devido à tempestade. Tubarão decretou calamidade pública. “O que mais as pessoas nos questionam na prefeitura é sobre o FGTS, mas ainda não tem nada definido”, informa Adson.


Tempestade também deixou muitos estragos em Pedras Grandes
Foto: Climatempo/Divulgação/Notisul