Todos os municípios da região contam com o kit para coleta de material para a realização do exame que detecta o vírus A (H1N1).
Todos os municípios da região contam com o kit para coleta de material para a realização do exame que detecta o vírus A (H1N1).

Carolina Carradore
Tubarão

Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciar que as pessoas vacinadas contra a gripe A (H1N1) podem ser diagnosticas com HIV ou hepatite, mesmo sem ter ambos os vírus, gerou polêmica no país. Muitos questionam se a própria vacina contra a influenza A pode transmitir HIV ou hepatite.

A enfermeira da Vigilância Epidemiológica da 20ª regional de saúde em Tubarão, Janete Zandomênico, esclarece: não há o menor perigo de transmissão de qualquer tipo de doença àqueles que receberam a dose de imunização.

Na verdade, o efeito da vacina no organismo pode, de fato, interferir no resultados dos exames de hepatite e HIV, por exemplo. Porém, três testes são realizados para confirmar o resultado, seja positivo ou negativo. Além disso, não é apenas a dose contra a gripe A que pode causar alteração em exames sanguíneos. “Toda vacina viral pode gerar um falso positivo. Neste caso, o que ocorre é uma reação cruzada entre os anticorpos do H1N1 e do HIV, por exemplo”, explica.

A orientação da enfermeira é que a pessoa espere pelo menos 30 dias para realizar um teste HIV ou hepatite, pois a vacina começa fazer efeito no organismo de 14 a 21 dias.

Falta de sangue

Quem é doador de sangue também deve ficar atento quanto a imunização contra a Influenza A. Aqueles que receberam a dose devem esperar 48 horas antes de ser solidário. Já quem administrou a vacinou contra a gripe comum, deve aguardar 30 dias antes de doar sangue.

Na região, não se pode confirmar se o motivo a queda no número de bolsas de sangue coletadas é reflexo do período de vacinação, mas os estoques estão baixos. Segundo a gerente técnica do Hemosc de Criciúma, Kerly Pereira da Silva, nenhuma cirurgia foi cancelada na região ainda. Porém, isso pode ocorrer caso a quantidade de doações não aumente nas próximas semanas.

Atualmente, cerca de 30 pessoas procuram as unidades coletoras do estado diariamente. O ideal seria pelo menos 60 doações diárias. O Hemosc de Criciúma atende a 27 hospitais e clínicas entre Imbituba a Passo de Torres.

Serviço
A unidade de coleta do Hemosc em Tubarão fica na rua Santos Dumontt, bairro Oficinas (nas proximidades da antiga Casan). O local funciona das 7h30min às 12h30min, de segunda a sexta-feira. O telefone para contato é o 3621-2405.

Frio faz as pessoas mudarem seus hábitos

Priscila Alano
Tubarão

Com a chegada da estação mais fria do ano, a população voltou a adotar hábitos de higiene mais rígido. Ainda é fresca na memória a lembrança da pandemia instalada na região, especialmente em Tubarão, no ano passado. Na época, o pico da doença foi observado entre os meses de julho e agosto.

Neste ano, alguns procedimentos mudaram justamente para agilizar o atendimento e a disponibilização do exame que irá comprovar, ou não, a ocorrência da influenza A (H1N1). A coleta de material é realizada somente em casos de internação e quando o paciente apresenta síndrome gripal. As gestantes continuam no grupo de prioridade.

De qualquer forma, as orientações para evitar a gripe A continuam as mesmas: “As pessoas devem evitar lugares fechados, utilizar o álcool gel e lavar as mãos com maior frequência”, ensina a enfermeira da Vigilância Epidemiológica da 20ª regional de saúde em Tubarão, Janete Zandomênico.
O último caso de internação com suspeita de gripe A em Tubarão, foi registrado no dia 21 deste mês. A exame apontou que o paciente não teve a doença. Na regional de Laguna ocorreram duas coletas na última semana. Ambas ainda não têm o resultado.

Vacinação continua
A campanha nacional de imunização contra a gripe A encerra na próxima quarta-feira. As pessoas que ainda não receberam a vacina e estão inclusas nos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde devem procurar o sistema de saúde. Nesta última fase, a vacinação foi ampliada para crianças entre 2 a 4 anos e 11 meses, policiais militares, bombeiros, professores e servidores de creches e escolas (privadas ou públicas), e população carcerária.