Amanda Menger
Tubarão

Os servidores públicos estaduais da saúde entraram em greve ontem. Nas três gerências regionais da Amurel – Laguna, Braço do Norte e Tubarão -, ninguém aderiu. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o posto de coleta do Hemosc, em Tubarão, atenderam normalmente. A adesão é maior na capital, onde os funcionários atuam também em hospitais.

“Na nossa regional, não há indícios de paralisação. Os trabalhos foram realizados normalmente hoje (ontem). A secretaria estadual de saúde repassou que o atendimento do Hemosc não pode ser suspenso. Os doadores devem ser atendidos”, afirma a gerente regional de saúde em Tubarão, Maria Lúcia Mattos Gomes.

Mesmo sem a adesão da Amurel, o comando de greve considera o movimento positivo. “Acreditamos que mais servidores devem aderir amanhã (hoje). Os atendimentos de urgência e emergência continuam, por isso, o Samu funciona normalmente. No Hemosc, os doadores são recebidos. Só paralisamos as cirurgias eletivas nos hospitais estaduais e no Centro de Estudos e Pesquisas Oncológicas (Cepon)”, explica o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde Privado e Público Estadual (Sindsaúde), Pedro Paulo das Chagas.

Para Pedro Paulo, o governo tenta jogar a sociedade contra os servidores. “Eles colocaram uma propaganda falando que nós recebemos 114% de aumento desde 2003 e a inflação no período foi de 46%. Recebemos este índice, mas em 2003 o nosso piso salarial para cargos de ensino fundamental era R$ 356,00 e hoje é de R$ 760,00. Mesmo assim, o salário é baixo. Reivindicamos um reajuste de 16,75%. O vale-alimentação é de R$ 132,00, enquanto funcionários de outros poderes ganham R$ 900,00. É muita diferença”, argumenta o sindicalista.

Os servidores
Braço do Norte

A gerência tem três servidores. Destes, um está de férias. Os demais trabalham normalmente.
Laguna
A gerência tem oito funcionários: três são terceirizados e outros dois são servidores da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) cedidos ao estado.
Tubarão
A gerência tem 80 servidores e mais quatro funcionários da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) cedidos ao estado.
Os trabalhadores do Hemosc e do Samu não estão contabilizados. Em Laguna e Braço do Norte, os atendentes do Samu são funcionários municipais. Apenas os veículos são do estado.

Assembleia
Os monitores dos centros de internamento, agentes prisionais e servidores da área administrativa da secretaria estadual de segurança pública participam hoje em Florianópolis de uma assembleia geral. Eles decidirão se entram em greve ou não. O governo do estado encaminhou ontem à assembleia legislativa um projeto que cria o plano de cargos e salários da categoria. Já os servidores das demais secretarias, autarquias, fundações e empresas de economia mista, realizam a assembleia dia 28. Todos eles reivindicam aumento salarial e no vale-alimentação.