Bancos não apresentaram novo proposta à categoria, que seguiram em greve por tempo indeterminado
Bancos não apresentaram novo proposta à categoria, que seguiram em greve por tempo indeterminado

Zahyra Mattar
Tubarão

Começou forte e sólida a paralisação dos trabalhadores em bancos em Tubarão, ontem. A maioria das 47 agências da cidade não abriu ou teve o atendimento comprometido por conta da greve. Em nível nacional, a categoria cruzou os braços nesta terça-feira, por tempo indeterminado.
Não existe nova proposta para ser analisada no momento. Na última, anunciada na sexta-feira da semana passada, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou um índice de reajuste de 8%. O percentual é 0,6% superior ao INPC (7,4%).

Por outro lado, os trabalhadores pleiteiam a participação nos lucros e resultados e reajuste de 5% mais o índice do INPC (com isso, chega a um total de 12,8%). Em Tubarão e Laguna, os sindicatos realizam nova assembleia na próxima segunda-feira, às 17 horas.
Ainda que o atendimento fique comprometido em virtude da paralisação, os clientes poderão acessar livremente os caixas eletrônicos para saques, pagamentos de contas e transferências bancárias.

Correios
Os Correios não podem mais descontar os dias parados dos trabalhadores há 17 dias em greve em Santa Catarina. A liminar foi dada quarta-feira, pelo juiz Marcel Higuchi, da 2ª vara de Florianópolis, em favor do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios, Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect/SC).
Mesmo com a garantia, não houve nova proposta a ser votada pela categoria ontem. Uma nova rodada de negociações está marcada para hoje. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial, piso de R$ 1,6 mil e concurso público para contratação de servidores.