Angelica Brunatto
Tubarão

O governo do estado está disposto a negociar com os professores. E pretender lutar para que a categoria não pare novamente. Isso foi o decidido em reunião ontem, entre secretários e gerentes regionais.
A intenção é evoluir conversas com os professores. “Esta é uma greve diferente da anterior, desta vez eles querem o reajuste salarial”, aponta o secretário regional em Tubarão, Haroldo de Oliveira Silva, o Dura.

No encontro de hoje, as lideranças começaram a se preparar para a possível paralisação dos professores, mesmo sem nada declarado. Amanhã, haverá assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte-SC), que pode decidir, ou não, pela greve.

São aproximadamente 35 mil professores na ativa no estado. Os profissionais da educação já mostraram descontentamento pela falta de pagamento do reajuste de 22,22% no piso nacional (passou de R$ 1.187,00 para R$ 1.451,00). Segundo dados do estado, a folha de pagamento dos professores é de R$ 2 bilhões por ano, com aumento, aumentaria em mais R$ 400 milhões.

O pagamento destes profissionais é responsabilidade dos estados e municípios. “O governo federal deveria fazer parte também”, queixa-se o secretário Dura. O secretário estadual de educação, Eduardo Deschamps, já havia assegurado, em outras ocasiões, que é vontade do estado pagar o valor, mas alega não ter recurso. “Não é hora, não vai ser bom para ninguém”, avalia Dura.