Amanda Menger
Tubarão

Os alunos da rede estadual de ensino voltaram às aulas ontem. Porém, para 600 estudantes da escola Senador Francisco Benjamin Gallotti, de Tubarão, o primeiro dia, efetivamente, será amanhã. Isso porque, nos três turnos, os alunos foram dispensados das atividades em sala.
Os professores recusaram-se a dar as aulas devido às condições do prédio. Há problemas na fiação elétrica, vazamento em caixas de água, além do muro, que caiu após o temporal. Em janeiro, os bombeiros foram acionados para conter um princípio de incêndio em uma sala de aula. “Os professores ficaram assustados, estão inseguros devido às condições da escola. Então, combinamos que as aulas só começariam na quinta-feira (amanhã) e comunicamos a decisão à gerência regional de educação”, conta a diretora da instituição, Vera de Quadros Soares Reis.

O secretário de desenvolvimento regional em Tubarão, Jairo Cascaes (DEM), esteve ontem na unidade, acompanhado pelo gerente de infraestrutura e engenheiro Léo Goularte e pelo engenheiro da Faepesul, Pedro Lemos. Um trabalho emergencial será feito em seis salas. “A escola será reformada totalmente, mas como a fiação elétrica apresenta muitos problemas, autorizamos o conserto para que as aulas possam reiniciar. Os dois engenheiros garantiram que não há riscos”, afirma Jairo.

O projeto de reforma da escola está em elaboração pela Faepesul, já que a SDR tem um convênio com a instituição para a área de engenharia. “Esta obra é uma das prioridades. Queremos, ainda este semestre, licitar e de repente iniciar a reforma”, assegura Jairo. Na reforma serão contempladas melhorias no piso, reboco, esquadrias, pintura, além das instalações hidrossanitárias e elétricas; e ainda a acessibilidade para alunos portadores de necessidades especiais.

Requerimento
O deputado estadual Joares Ponticelli (PP) encaminhou ontem um ofício ao secretário estadual de educação Paulo Bauer, onde solicita informações sobre as condições da escola e pediu justificativas para a dispensa dos estudantes. Ponticelli soube do caso por pais de alunos que ligaram para a assembleia legislativa.