Carolina Carradore
Tubarão

Agora é oficial. A coligação PP/PDT decidiu pela candidatura do vereador brizolista Edson Firmino a deputado federal. Ele disputava a vaga com o vereador progressista Deka May, que também estava na expectativa para dar o ponta-pé inicial na campanha.
Ambos registraram candidatura no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) segunda-feira.

Desde então, esperavam um retorno dos presidentes dos partidos. Fatos como a exigência de um terço de mulheres candidatas e interesses da própria coligação no sul do estado poderiam cortar nomes de homens dispostos a entrar na disputa. “Edson Firmino é o nosso candidato, era um desejo do partido e entramos em um acordo com o PP”, explica o presidente estadual do PDT, Manoel Dias, candidato a vice-governador de Angela Amin.

Deka May, por sua vez, estava disposto a encarar uma campanha eleitoral. Mesmo com o recuo do seu nome nas, quer continuar na campanha em nome da coligação. “Sou um soldado do partido. Independente do que for definido, vou continuar trabalhando na campanha”, afirma.

Com a candidatura declarada de Firmino, cai para 17 o número de candidatos da região à assembleia legislativa e à câmara dos deputados. Para a esfera federal, concorrem dois candidatos do PT, um do PMDB, um do PDT e um do PTB.

Cartilha evita troca de votos

Para orientar o eleitor sobre a venda de votos em troca de acesso a serviços de saúde, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) lançou ontem a cartilha “Voto não Tem Preço. Saúde é seu Direito”. A ideia é municiar o eleitor de informações referentes ao funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e informar a população sobre, como e onde denunciar a corrupção.

A cartilha cita formas mais usuais de se cometer a corrupção na saúde como a exigência de título de eleitor para se receber atendimento médico. O texto esclarece que a apresentação do título não pode ser obrigatório em postos de saúde ou hospitais para receber atendimento, medicamentos, qualquer bem ou serviço de saúde.

O diretor do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral e integrante da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), Carlos Moura, ressaltou a importância da sanção da Lei da Ficha Limpa. A norma proíbe a candidatura de políticos condenados por órgãos colegiados.
“O movimento acaba de ser vencedor no trabalho realizado com a sanção do Ficha Limpa e agora inicia uma nova etapa no combate à corrupção. Saúde é vida e precisa ser tratada com toda a dignidade. É preciso que toda a sociedade se envolva na fiscalização dos recursos da saúde”, destaca.

Campanha em ritmo lento

Apesar da campanha eleitoral ter sido permitida a partir de terça-feira, os candidatos ainda estão ‘esquentando os motores’ para de fato enfrentar uma campanha eleitoral até o fim de setembro. O PT define hoje o planejamento majoritário da empreitada ao governo do estado. Amanhã, é a vez de definir os rumos da campanha ao senado, que tem como representantes Cláudio Antônio Vignatti (PT) e João Ghizoni (PCdoB).

Vale lembrar que, enquanto o TRE não homologar as candidaturas, nenhum candidato poderá abrir conta bancária para receber doações. “Enquanto isso não ocorrer, não podemos iniciar a campanha com força total, pois ainda não temos material”, afirma o presidente estadual do PT, José Fritsch.

Já Angela Amin (PP) e Manoel Dias (PDT), candidatos da chapa majoritária, ainda discutem se irão realizar campanha juntos ou de forma individual. “Agora que as agendas estão organizadas, mas semana que vem iniciamos a disputa nas urnas como força total”, ressalta Dias.

A tríplice aliança (DEM/PMDB/ PSDB) está um pouco mais adiantada. Hoje, o candidato a vice-governador da chapa, Eduardo Moreira (PMDB), participa de um evento evangélico no norte do estado. Durante o dia, reuniões irão traçar o caminho da campanha.