Zahyra Mattar
Tubarão

Hoje, o Notisul inicia mais um debate em torno do trânsito de Tubarão. E o que não faltam são pontos a serem melhorados, posturas a serem modificadas. Fato é que, quando o assunto é o trânsito, todos pecamos pela omissão, pelo pensamento errado de que “é só uma vezinha que vou na contramão, não dá nada”. Mas dá: acidentes, mortes.

Com ruas estreitas, Tubarão ainda não possui boas zonas de escape, rotas alternativas para acessar um ou outro ponto da cidade. Cerca de seis anos após a revitalização das ruas beira-rio, quando foram feitos os benditos lombadões, estas avenidas ficaram ermas. A maioria dos motoristas preferia enfrentar as filas pelas ruas centrais do que gastar freio nas beira-rios. Hoje é assim, ainda que os lombadões tenham sido diminuídos e o primeiro anel viário (na avenida Pedro Zapellini) seja concluído.

Esta falta de alternativa também esbarra em sinalização e pequenas adequações que trazem reflexos perigosos para todos os usuários. Na avenida Getúlio Vargas, em frente à Comat Motos, a visão que o motorista tem quando precisa fazer a travessia da pista, é de uma árvore. O resultado é uma confusão sem tamanho entre pedestres, motociclistas e motoristas de ônibus, carros e caminhões.

Paralelamente aos problemas práticos – e que têm solução igualmente prática se houver maior fiscalização (de todos, não apenas da polícia ou da Guarda Municipal) – está a falta de conhecimento e respeito. Quando há faixa amarela, não se deve estacionar, mesmo que seja por “um minutinho”. Ambulâncias têm preferência. Quando a sirene está ligada não é para aproveitar o vácuo, e sim sair da frente como puder.
O mesmo serve no caso do yellowbox, nos principais cruzamentos da cidade: o motorista não pode parar neste local justamente para não trancar totalmente o trânsito, como ocorre nos horários de pico. Ontem, o Notisul falou informalmente com dez motoristas no centro da cidade. Oito não sabiam o porquê do “negócio amarelo”.