Os trabalhadores fizeram um protesto na câmara de vereadores. O objetivo é chamar a atenção para o sucateamento da fábrica, algo que a atual administração nega.
Os trabalhadores fizeram um protesto na câmara de vereadores. O objetivo é chamar a atenção para o sucateamento da fábrica, algo que a atual administração nega.

Zahyra Mattar
Laguna

O que impulsiona o Porto de Laguna é a comercialização do gelo às empresas pesqueiras e armadores. Contudo, há cerca de um mês, o terminal está sem desempenhar a sua principal atividade. A fábrica está fechada e os trabalhadores preocupados.

A nova diretoria do porto assumiu a administração no dia 18 do mês passado e o primeiro desafio é de fazer com que o espaço volte a operar. Atualmente, o terminal emprega 115 pessoas. A maioria atuava na fábrica, que tem capacidade de produzir 110 toneladas do produto por dia.
Conforme informações do setor jurídico da Codesp, o terminal estava há muito tempo sem a licença para o manuseio da amônia, uma das matérias-primas à fabricação do gelo. A inspeção é feita pela Polícia Federal. No mês passado, em vistoria, a PF lacrou o lugar.

“Atualmente, trabalhamos com poucas descargas por conta da paralisação da fábrica de gelo. Acreditamos que conseguiremos reabrir o espaço ainda neste mês. Os trâmites legais para isso foram as primeiras ações do novo administrador, José Paulo Ramos”, confirma a chefe do núcleo de apoio, Denise Pergorara.

Preocupados, os trabalhadores chegaram a fazer um protesto na câmara de vereadores. O objetivo é chamar a atenção para o sucateamento da fábrica, algo que a atual administração nega.
“Desconheço esta informação. Na realidade, o que falta é a recomposição de toda a estrutura para podermos dar o sinal verde para o pleno funcionamento da fábrica. E isto é a primeira coisa que faremos, mas as coisas levam tempo”, destaca Denise.

Meta para o próximo ano é buscar novos investidores

Em tempos de trabalho efetivo, são descarregadas cerca de 13 mil toneladas de pescado por ano no terminal pesqueiro de Laguna. O porto movimenta cerca de 40% da economia do município. O percentual, em anos de boas safras, passa de 50%, entre maio e julho, meses em que a movimentação é maior.

Há um mês com as atividades praticamente paralisadas, especialmente pelo fechamento da fábrica de gelo, a corrida da administração agora é para que o terminal volte a operar, mesmo que seja com a metade da capacidade.
Para isso, uma reunião deverá ser agendada para os próximos dias. O objetivo é elaborar um plano gestor com dotação orçamentária para reiniciar as atividades. “É preciso buscar mais investidores e implantar novos negócios, que venham gerar mais renda”, afirma a chefe do núcleo de apoio, Denise Pegorara.

Paralelamente, a administração também fará a confecção de um novo processo para angariar recursos a fim de ampliar ainda mais a capacidade do terminal e reestruturar o espaço já existente.
Um dos últimos grandes investimentos feitos no Porto de Laguna ocorreram entre 2004 e 2005, quando o terminal foi contemplado com R$ 2 milhões, pelo governo federal.
O recurso, à época foi empregado na revitalização da área pesqueira, melhorias na área física, construção de novos galpões, aquisição de equipamentos para o manuseio do pescado e melhorias técnicas na fábrica de gelo.

Atual diretoria

Administrador: José Paulo Ramos.
Chefe do Núcleo de Apoio: Denise Pegorara.
Chefe de Manutenção e Serviços: Claudionor Dias Pereira.