Amanda Menger
Tubarão

Evitar o assoreamento do rio e possíveis enchentes. Estes são alguns dos benefícios da extração de areia do leito de rios, desde que seja acompanhada tecnicamente e respeite a legislação vigente. Caso isso não ocorra, os problemas ambientais podem ser graves, como a erosão acelerada das margens e o comprometimento do solo.

No rio Tubarão, na parte urbana, pelo menos seis empresas e a prefeitura de Tubarão fazem a extração de areia. Para que a atividade seja realizada, é preciso licença ambiental da Fatma e a lavra do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
“Do KM 60 para cima, em direção a Pedras Grandes, as licenças de extração de areia estão suspensas por determinação da justiça federal. Os proprietários das empresas discutem os limites de cada lavra. Neste ponto do rio, há muitos seixos, então, dependendo da vazão do rio, o espaço para a extração aumenta ou diminui muito”, explica o geólogo da Fatma em Tubarão, Fernando Remor Guedes.

Uma outra empresa, a Jovino Materiais de Construção, pediu a renovação da licença. “Eles têm que nos entregar um estudo sobre a estabilidade geológica das margens. Isso é necessário também para obter a lavra definitiva do DNPM. A Cysy já nos apresentou um estudo destes para atuar na região central de Tubarão, mas a prefeitura nos pediu para esperar mais um pouco. Já a Terfal, que atua em Capivari, está com a licença em dia”, revela Fernando.

Para o geólogo, nos últimos anos, a preocupação com o meio ambiente é maior. “Todas as denúncias são apuradas. As informações podem ser passadas não apenas para a Fatma, como também ao Ministério Público, à prefeitura e à Polícia Militar Ambiental”, sugere Fernando.