Rafel Andrade
Tubarão

Uma dona de casa de 45 anos pode ter sido estuprada ontem de manhã, em sua própria casa, no bairro Bom Pastor, em Tubarão. O crime é investigado por policiais da Delegacia da Criança, do Adolescente, de Proteção à Mulher e ao Idoso. A vítima foi encontrada por vizinhos no chão da residência, sem as roupas íntimas e com o rosto machucado.

O acusado, segundo testemunhas, tem 27 anos e é morador do mesmo bairro. Ele está foragido e teria premeditado o estupro. A mulher foi socorrida pela Polícia Militar e por bombeiros. Nitidamente abalada psicologicamente pelo possível ato libidinoso e com o rosto machucado, ela foi encaminhada ao Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Tubarão.

“Não é a primeira vez que este homem apronta em nosso bairro. Ele ameaça moradores constantemente”, denuncia um vizinho da mulher abusada. Até o fechamento desta página, por volta das 23h30min, a dona de casa continuava em observação no hospital. Ela deve prestar depoimento ainda esta semana e deverá passar por exames de corpo de delito no Instituto Geral de Perícias de Tubarão para constatar seu houve penetração.

O acusado teria ameaçado a vítima e dito que ‘a pegaria de qualquer maneira’. A Polícia Civil não tem informações suficientes para incriminar o rapaz. Se confirmado o estupro, amostras de sêmen devem ser coletadas do suspeito para comparação de DNA. A delegada Vivian Garcia Selig deve instaurar o inquérito do caso ainda hoje.

O estupro no país da Copa e no Brasil
O estupro é um problema muito sério na África do Sul – o país tem o maior número proporcional de vítimas desse tipo de crime do mundo. Segundo as últimas estatísticas divulgadas pelas Organizações das Nações Unidas (ONU), foram registrados mais de 52 mil casos em um ano. A situação é muito alarmante: um relatório divulgado no ano passado mostra que 28% dos homens já estupraram uma mulher ou uma criança, e um em cada 20 afirmou que o estupro havia ocorrido no último ano. Os números também são preocupantes no Brasil. Quem mais sofre aqui no país da Copa de 2014 são as crianças e adolescentes vítimas dos próprios pais, amigos próximos ou parentes.