Amanda Menger
Tubarão

As rodadas de negociação salarial dos servidores públicos do estado devem ser reabertas esta semana. A informação é do secretário estadual de administração, José Nei Ascari. Na semana passada, o governo suspendeu as negociações e anunciou que, por enquanto, não aumentará o teto do executivo – o salário do governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) é de R$ 10 mil. O reajuste do teto é necessário para que possam ser concedidos reajustes aos salários dos oficiais da Polícia Militar e dos Delegados da Polícia Civil, além de professores da Udesc e técnicos da Epagri e Cidasc.

Hoje, os servidores da saúde entram em greve e os da segurança podem paralisar amanhã, após a assembleia geral. Os funcionários reivindicam aumentos salariais e também no vale-alimentação (R$ 132,00, em média). “O governo continuará a conversar. Esperamos que os líderes dos movimentos não sejam radicais. O estado enfrenta problemas financeiros devido à baixa na arrecadação. Não poderemos dar tudo o que eles pedem”, diz Zé Nei.

O governo do estado lançou um comunicado oficial repudiando a greve da saúde. Segundo eles, o acordo feito com os servidores prevê o pagamento do reajuste em três parcelas, a última para dezembro. O estado classificou a paralisação como um ato político.

Ainda como resposta ao estado de greve dos servidores da segurança, o secretário estadual de justiça e cidadania, Justiniano Pedroso, anunciou que o governo envia hoje à assembleia o plano de cargos e salários da categoria. Esta é uma das reivindicações do grupo. “Sei que representa um anseio dos agentes prisionais e monitores e, por isso, o governo trabalha no compromisso de torná-lo realidade”, afirma Pedroso.

O que funciona
• Em comunicado no site do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde Privados e Públicos Estadual (Sindsaúde), o comando de greve garante que no Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon) o serviço de urgência e emergência está mantido. Estão suspensos apenas os procedimentos eletivos.
• No Hemosc, os grevistas administrarão o estoque para que não falte sangue.
• Nas maternidades, a entrada não será bloqueada.
• Para as demais áreas, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ao menos 30% dos funcionários devem trabalhar.
• Hoje, o estado tem 14 mil servidores na área da saúde.