Amanda Menger
Tubarão

Quem transitou pela BR-101 no trecho sul no último mês notou que as obras simplesmente não evoluíram. E isso é comprovado pelo relatório do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Todos os meses, técnicos do órgão fazem a conferência dos serviços executados pelas empreiteiras. O pagamento é feito mediante os trabalhos realizados. Se construiu, recebe; senão, nada feito.
Pelos dados observados nos lotes 24, 25 e 26, respectivamente entre Imbituba e Jaguaruna, as obras não andaram. A única diferença nos números é com relação à quantidade de metros que receberam pavimentação asfáltica, no lote 24, da Construcap, em Imbituba: 250 metros. Em janeiro, eram 21,50 quilômetros e, em fevereiro, 21,75 quilômetros.

As obras de arte, como viadutos e passagens inferiores e de pedestres, tiveram poucas modificações neste mês também. No lote 26, da Triunfo, em Tubarão, a única diferença é no viaduto duplo de acesso norte, que passou de 96% de evolução para 98%. Nos lotes 24 e 25, de Imbituba e Laguna, respectivamente o cenário é o mesmo.
O atraso nas obras tem várias justificativas. Entre elas, o excesso de chuvas, que dificulta a realização da terraplanagem e da pavimentação, por exemplo. Além da parte financeira das empreiteiras.

O diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, confirmou na última semana que o Tribunal de Contas da União não permitirá que haja um aumento nos valores contratados. Segundo ele, para ganhar as licitações, as construtoras indicaram valores cerca de 30% abaixo da média. Assim, há apenas duas possibilidades, ou as empresas concluem a obra pelo preço combinado, ou então se rescindem os contratos e convoca-se uma nova licitação.

Reunião
Hoje, o presidente da Associação Empresarial de Tubarão (Acit) e secretário do Conselho Político Empresarial, Eduardo Silvério Nunes, estará reunido com o superintendente do Dnit em Santa Catarina, João José dos Santos. Eles discutirão o andamento das obras.