Trabalhadores terceirizados no lote 25 da BR-101 retornam ao batente em duas semanas. Funcionários da Amilton Lemos Engenharia de Obras, de Tubarão, e da Cooperativa de Caminhões de Capivari de Baixo (Coopertranscap) fizeram greve em julho do 2010.
Trabalhadores terceirizados no lote 25 da BR-101 retornam ao batente em duas semanas. Funcionários da Amilton Lemos Engenharia de Obras, de Tubarão, e da Cooperativa de Caminhões de Capivari de Baixo (Coopertranscap) fizeram greve em julho do 2010.

 

Zahyra Mattar
Laguna
 
Em no máximo duas semanas, a cena que todos esperam desde o ano passado se tornará realidade. Os trabalhadores terceirizados pelo consórcio responsável pela duplicação do lote de obras 25 da BR-101 sul estarão “agarrados” nas máquinas.
 
A previsão é do empresário Amilton Lemos, de Tubarão, cuja empresa, a Amilton Lemos Engenharia de Obras, atua no trecho entre Capivari de Baixo e Laguna. “De minha parte, farei de tudo para viabilizar a nossa volta. Até porque agora o negócio é com a Araguaia, uma empresa forte e com recursos para injetar na BR-101”, analisa Amilton.
 
A partir de agora, a Araguaia passa a ser a líder do consórcio. Antes, este posto era ocupado pela Blokos. E é nesta modificação que os credores depositam as suas fichas no momento. Nesta ou, no máximo, na próxima semana, os novos gestores do grupo deverá apresentar aos trabalhadores, uma contraproposta financeira.
 
“Hoje (ontem), discutimos valores e pedimos um valor para retornarmos. Eles vão analisar quanto poderão dar. Também afirmaram que vão injetar dinheiro para que possamos retomar os trabalhos com força total”, completa o empresário.
 
Hoje, o lote 25 tem apenas 9,5 quilômetros de pistas duplas. O equivalente a 31,77% do total a ser feito (29,9 quilômetros). “Tem muito para ser feito e o prazo é curto. Tem que terminar este ano. É possível, mas a nova líder terá que botar quente, como a gente diz no popular”, incentiva Amilton.