Amanda Menger
Jaguaruna

O clima de tensão na política de Jaguaruna não marcou apenas a campanha eleitoral, mas também a transição de governo e a eleição da câmara de vereadores. Um desentendimento entre os vereadores acabou em briga durante a votação da mesa diretora. Edenilson Montini da Costa (PMDB) chegou a trocar socos com o presidente eleito, Alexandre Rodrigues Martins (PMDB). A Polícia Militar foi chamada para conter a confusão.

A briga teria ocorrido após a apresentação das duas chapas. Uma deles encabeçada por Sérgio Luiz de Bittencourt (DEM) e outra por Alexandre. “Tínhamos um acordo, os três vereadores do PP e mais Adriano Souza dos Santos do DEM apoiariam Sérgio. A intenção era fazer uma mesa diretora de oposição ao prefeito Inimar Felisbino Duarte (PMDB), tínhamos, portanto, cinco votos, a maioria. Porém, Sérgio rompeu o acordo”, justifica Alício da Cruz Bitencourt (PP), eleito vice-presidente do legislativo.

Em um novo entendimento, Sérgio teria apoio do PMDB, com três vereadores e do PT. Porém, o peemedebista Alexandre não concordou com o acerto. “Nós procuramos Alexandre, e pensamos: se a oposição não terá a presidência, também não deixaremos Sérgio ganhar. Ele concordou com a nossa proposta e foi eleito”, afirma Alício.

Segundo o vice-presidente, o PP continuará a fazer oposição ao prefeito. “Não é porque estamos compondo a mesa diretora que deixaremos de fazer oposição. Nossa postura será crítica, o que for bom vamos aprovar, o que não for será reprovado”, assegura. O vereador Edenilson foi procurado, mas estava em uma reunião com o prefeito Inimar e não atendeu às ligações.

Presidente da câmara de Tubarão deve ser conhecido neste sabádo
A votação da mesa diretora da câmara de vereadores de Tubarão foi mais uma vez adiada por falta de quorum. A convocação ocorreu nesta sexta-feira, porém, os vereadores Deka May e Dionísio Bressan, do PP, Nilton de Campos, João Batista de Andrade, o Sargento Batista, do PSDB, e Edson Firmino (PDT) não compareceram. A decisão foi transferida para este sábado, às 9 horas, e a votação ocorrerá com qualquer número de vereadores.

A sexta-feira foi de muitas conversas nos bastidores políticos e há, inclusive, a possibilidade de retirada das duas chapas e a formação de uma única, com entendimento entre todos os partidos. “Pode ser que isso ocorra, mas depende dos vereadores do PMDB e de João Fernandes (PSDB). Mas, para definir exatamente como seria, só em uma reunião”, afirma Firmino, candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Sargento Batista.

Segundo o vereador Maurício da Silva (PMDB), Firmino fez um contato e chegou a propor uma composição. “Eu disse a ele que precisaria conversar com os demais colegas da bancada. Porém, não consegui nenhum contato”, relata.

O PSDB ainda tenta convencer João a mudar o voto. “Ele corre o risco, sim, de perder o mandato, pois a executiva municipal do partido e os integrantes da bancada fizeram o fechamento da questão, que obriga os vereadores a acompanharem o voto da sigla. João pode ser processado pelo conselho de ética, ser desfiliado e perder o cargo. Temos base legal para isso”, explica Sargento Batista.

A possibilidade de perder o mandato não assusta João. “Não acredito em retaliação do partido. Tomei a minha decisão, os meus atos todos entenderão o porquê”, garante.

Redivo deverá anunciar a equipe na próxima semana
Orleans

As eleições de 5 de outubro de 2008 tiveram um ‘gosto’ especial em Orleans. A dois dias do pleito, o prefeito do município, Valmir Bratti (PP), que concorria à reeleição, teve a candidatura impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Desta forma, o então vice, Jacinto Redivo (DEM), foi alçado ao posto de candidato à prefeitura e o empresário José Carlos Librelato (DEM), o Lussa (confira a entrevista com o empresário nas páginas 10 e 11 desta edição), convidado para compor a chapa, como vice.

Ainda que o Democratas estivesse coligado com o PP, não houve oposição em formular a chapa “pura”. Apresentados apenas dois dias antes das eleições, nenhum dos candidatos, especialmente Lussa, puderam ser testados. Mesmo assim, o ex-vereador e vice-prefeito, ao lado do empresário, garantiram 7.503 votos, 71 a mais que os adversários Marco Antônio Bertoncini Cascaes (PMDB), que concorreu ao cargo de prefeito, e Enor Tessmann (PSDB).

Redivo anunciou, nesta sexta-feira, que deverá anunciar a formação do primeiro escalão do secretariado já na próxima semana. Inicialmente, serão conhecidos os nomes que ocuparão as pastas da administração, educação e saúde, estas duas últimas serão comandadas por mulheres.

Brunel faz mistério sobre seus secretários
Zahyra Mattar

Capivari de Baixo

Continua uma incógnita o secretariado da dupla peemedebista Luiz Carlos Brunel Alves e Nivaldo de Sousa, prefeito e vice de Capivari de Baixo, respectivamente. Esperava-se que eles anunciassem os primeiros nomes ainda nesta sexta-feira, o que não ocorreu.

Nada está certo. Mas há boas especulações. A pasta da educação, por exemplo, deverá ficar com o PMDB. A de agricultura cairá nas mãos de um tucano, a saúde deverá ficar com o PPS, enquanto o PT do B poderá administrar a secretaria de indústria e comércio. É sabido ainda que serão criadas pelo menos mais duas ou três novas pastas. Brunel, no entanto, não diz quais são. Acredita-se que uma delas seja a de assistência social. Mas a informação não é confirmada pelo prefeito ou pelo vice.

Nesta sexta-feira, Brunel e Sousa aproveitaram a manhã para “vistoriar” alguns setores, aos quais foram impedidos de entrar, antes da posse. Entre os que ficarão mais prejudicados, ao menos até o próximo mês, estão a pasta de agricultura, responsável também pela limpeza pública. Praticamente todo o material da pasta está quebrado, enferrujado ou desapareceu. O único carro, uma Saveiro, foi proibido de ser usada pelo prefeito já que o tanque de combustível é uma garrafa de plástico improvisada.

A saúde também inspira planejamento urgente. Além da falta de pessoal, não há estrutura em nenhum dos postos de saúde. O Prontoatendimento também não foi reaberto nesta sexta-feira. O prefeito fará uma avaliação, junto com uma equipe técnica, para levantar o mínimo necessário a fim de reabrir o local.

No galpão do sacolão e do mercado do produtor, a situação também não é boa. Há possibilidade do local ser interditado temporariamente porque foram encontradas profundas rachaduras nas paredes.