Tubarão

“Eles” podem ser pequenos – nanicos como preferem alguns, ainda que a expressão seja ambígua – mas mostram grande disposição e organização invejável para qualquer gigante. Os partidos tubaronenses que não figuram entre os grandes, especialmente no que diz respeito ao número de membros, não passarão despercebidos nas eleições municipais deste ano. Pelo contrário. Pode não haver quantidade, mas há qualidade.

E vai o aviso: não se quer subjulgar aqui o restante das siglas. Porém, a visão que se tem neste momento é que PPS, PTB e PR (criado a partir da união do Prona, do saudoso Enéas Carneiro, com o PL) são as “namoradas” que os grandes querem. Com exceção do PTB, do qual a redação do Notisul não havia conseguido resposta até o fechamento desta página, PPS e PR estão escancarados a coligações. Mas tudo moderadamente.

O presidente do PPS, Flávio Alves, diz que o partido vem mais unido do que nunca para outubro. Nomes? Muitos, especialmente para o legislativo. A grande novidade fica por conta de novos rostos e propostas. Grande parte da lista de nomes – e não são poucos – é de membros de entidades sociais, que participam de associações de igrejas ou são reconhecidos como líderes nas comunidades onde residem.

Ainda neste aspecto, o PPS deverá ter certa vantagem justamente porque provavelmente é a sigla que mais agrega pessoas com vínculo comunitário. Outro ponto é que há representantes de vários bairros e localidades de Tubarão. A novidade fica pela “desistência” de Alves nas eleições deste ano. Ele confirma: não será candidato. “Fico na presidência. Adoro a militância e de participar ativamente da política. Mas, desta vez, vou me limitar a organizar o grupo e auxiliar os que estão chegando”, descarta.

Alves também reafirma a abertura da sigla para coligações, principalmente com os partidos que formam a tríplice aliança (PSDB, DEM e PMDB). “Mas nada de convites verbais e conversas de bastidores. Queremos tudo no preto e no branco. Mesmo porque a união é tanta, que todas as decisões serão tomadas pelos 43 membros do diretório. Nada será feito a partir do presidente ou de outro membro. Sem sentimento isolado e particular. Em outubro, seremos um bloco fechado e coeso”, decreta.

Já para o executivo, o PPS ainda não tem definições. Mas há nomes de peso como o do advogado Léo Rosa de Andrade, do engenheiro Geraldo Burigo de Carvalho e do popular Sebastião Gonçalves, o Tião da Pedra. Os três são identidades certeiras para futuras coligações. “Provavelmente na próxima semana, a executiva fará uma reunião. No início de março é a vez do diretório sentar para começar as primeiras definições. Por enquanto, há apenas uma: todos são candidatos a candidatos. E apenas isso”, resume.

PP vai à luta pela
cabeça-de-chapa na majoritária

Já no ano passado, o presidente estadual do Partido Progressista (PP), deputado Juarez Ponticelli, anunciou a meta da sigla para as eleições municipais deste ano: sair com pelo menos 200 candidatos ao executivo em todo o estado. E pelo visto esta idéia é teoria, realmente, na maioria quase que absoluta das cidades catarinenses. Em Tubarão, todas as conversas levam a esta meta fixa.

O próprio deputado poderá ser um dos candidatos em Tubarão. A busca, garante o presidente do diretório municipal, Benito Botega, é lançar um nome para a cabeça-de-chapa. O PP tem uma história no mínimo curiosa na cidade. Não figura entre os pequenos. Tanto é verdade que, há pelo menos dez anos, a sigla faz “parte da prefeitura”. Nas últimas duas eleições municipais, onde houve a eleição e reeleição do prefeito Carlos Stüpp (PSDB), o PP é o coadjuvante com o vice.

Assim como ocorre com o Democratas este ano, o partido quer se livrar da “cruz do vice”. “Quando o partido fica muito tempo fora do poder, diminui. O PP tem bons nomes e podemos contar com o líder estadual para dar reforço, se necessário”, confirma Benito. Seja para a câmara de vereadores ou para a prefeitura, os nomes que predominam são o do presidente da Casa, Felippe Luiz Collaço, do secretário de educação da prefeitura José Santos, do vereador Luiz Tancredo e do empresário Dionísio Bressan, da Copagro.

PR definirá candidatos
somente no mês de maio

O Partido da República (PR) é praticamente novo em folha. Surgiu depois que o Prona e o Partido Liberal (PL) resolveram unir as ‘escovas de dentes’. E pelo jeito deu certo. Aos poucos, a sigla vem crescendo e deve vir como um bom coadjuvante em alguma majoritária. No legislativo há nomes, mas nenhum deles é divulgado.

Questão de estratégia, justifica o presidente da sigla, Elemar Nunes. “Vamos conversar com todos os partidos. Ontem (segunda-feira), tivemos uma reunião com o deputado estadual Juarez Ponticelli (PP). Na sexta-feira, vamos falar com o presidente do PSDB de Tubarão, Manoel Bertoncini. Mas definição mesmo, somente em maio”, resume.

É possível, inclusive, que a sigla apresente alguém para vice em alguma majoritária. Nenhuma possibilidade é descartada ou confirmada pelo presidente. “A busca é pelo consenso e temos até dia 31 de junho para decidir e debater as candidaturas. Não há motivo para tanta pressa”, despista.

Política estadual: suplentes
de deputados farão rodízio

O Partido Progressista (PP) realizará pela primeira vez um rodízio entre os deputados. O objetivo é valorizar os participantes do processo eleitoral. Serão chamados os suplentes que receberam mais de dez mil votos no último pleito.

O mandato terá duração de dois meses. O anúncio foi feito ontem, durante entrevista coletiva na assembléia legislativa, pelo presidente estadual da sigla, deputado Juarez Ponticelli. “É uma demonstração de reconhecimento, de gratidão, de lealdade aos companheiros e da nossa conscientização que ninguém chegou aqui sozinho”, explica Ponticelli.

A bancada do partido decidiu realizar o rodízio em ano eleitoral para que os deputados possam trabalhar junto às bases eleitorais. O primeiro a tirar a licença será o deputado Jandir Bellini, e o suplente que assumirá será Flávio Raganin. Ponticelli será o segundo a participar do rodízio, com licença prevista para maio.