Rio de Janeiro (RJ)

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), acirrou ainda mais o clima de confronto com os tucanos e deixou claro que não pretende voltar atrás na exigência de que o partido indique o candidato a vice na chapa presidencial de José Serra (PSDB). E anunciou que levará o confronto até a convenção nacional da sigla, nesta quarta-feira.

De acordo com Maia, o partido vai esperar até lá que Serra indique um nome do DEM. Caso contrário, a própria legenda fará a indicação. “Se ele não indicar, vamos aprovar o nome na convenção”, avisou o presidente democrata.

Mesmo diante das ameaças, a direção nacional da campanha do PSDB permanece irredutível na indicação do nome do senador Álvaro Dias (DEM) como vice na chapa. O senador garante que é o vice de Serra, apesar da resistência do DEM. “Já me sinto em campanha”, afirma Dias, e argumenta que não postulou o cargo. “Fui convocado. Aceitei e, portanto, não tenho direito de abrir mão ou ser intransigente. Minha posição é a do PSDB e principalmente do José Serra. Já está determinado desta forma e desta forma deve caminhar. Não saio eu nem sai o DEM”, declara. Segundo Dias, a rejeição a seu nome não é unânime no partido aliado.

O coordenador da campanha tucana e presidente do PSDB, o senador Sérgio Guerra (PE), passou o fim de semana em negociações com o DEM. O apoio formal do partido significa mais três minutos de TV para Serra ao longo dos 45 dias do programa eleitoral gratuito.