Amanda Menger
Sangão

Uso da máquina pública. Esta é a argumentação utilizada pela justiça eleitoral para cassar o registro de candidatura de Antônio Mauro Eduardo (PP), que concorre à reeleição a prefeito em Sangão. A decisão é do juiz da 33ª zona eleitoral, Luiz Fernando Boller, após denúncia da coligação “Por um Sangão Melhor”, formada pelo PSDB e PMDB.

Pela denúncia, um funcionário da secretaria de educação teria utilizado os computadores da prefeitura para realizar o registro de candidatura. Uma perícia técnica constatou que foram instalados nos computadores programas eleitorais como o “Candex2008”, usado para fazer os registros de candidatura e o “SCF 2008”, voltado para a prestação de contas de campanha. Foram encontrados 18 arquivos como lista de filiados, fichas de desfiliação, fotos de candidatos, entre outros.

Em audiência, o servidor público confirmou as irregularidades. Segundo a sentença, ele teria dito que “achava que era normal fazer esse tipo de serviço da prefeitura”, e que “nunca ninguém comentou com o declarante nenhuma irregularidade em razão desse serviço estar sendo realizado no horário de funcionamento da prefeitura”. Antônio Mauro recorrerá ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). “Já providenciamos isso. Tenho certeza que o TRE irá rever a sentença. O erro foi do funcionário”, revela Antônio Mauro.

Não há previsão de quando o processo será analisado pelo TRE, podendo ser após as eleições. Neste caso, ele continua a campanha e a população poderá votar nele. Porém, a cassação do registro pode ser confirmada, e aí ele não poderá ser diplomado se vencer a eleição. Boller determinou na sentença a inelegibilidade de Antônio Mauro por três anos e fixou uma multa no valor de R$ 106 mil.