Amanda Menger
Tubarão

Neste domingo, além dos 20 mil eleitores de Braço do Norte, cerca de 13 mil associados da Cooperativa de Eletrificação Rural Anita Garibaldi (Cergal) também irão às urnas. A votação ocorre na sede da cooperativa, no bairro Madre, em Tubarão, entre 9 e 17 horas.

A chapa 1, formada pelos atuais gestores Genésio Goulart e Gelson Bento, diz que a candidatura da chapa 2, composta pelo empresário João Fernandes e pelo professor Maurício da Silva, tem interesses políticos, já que os dois são vereadores. “Por que eles querem a cooperativa? Querem levar a câmara para dentro da Cergal para ter vantagens. Eu sempre trabalhei como voluntário na cooperativa”, dispara Genésio.
O candidato à reeleição diz que João só se tornou sócio da cooperativa em dezembro. “Quem é esse cara? Nem era associado da Cergal, pegou uma casa emprestada no Caruru no fim do ano passado para poder comprovar que é associado e concorrer à presidência”, alfineta Genésio.

Durante a semana, o atual presidente rebateu as denúncias de que os funcionários seriam obrigados a conseguir 25 votos para ele ou seriam demitidos (já que os funcionários não têm direito a voto – só votam os titulares das faturas de energia elétrica). “Isso é mentira. Faço reuniões mensais com eles para saber como está o funcionamento da Cergal, mas não pressiono ninguém”, defende-se Genésio.
Ele diz que não há o que melhorar na Cergal. “Já fiz o que tinha que fazer em 13 anos. Não tínhamos nada, nem carros, nem sede, nem clínica de saúde. Os associados tiveram desconto na energia e terão mais quando a hidrelétrica em Santa Rosa de Lima ficar pronta. Por que trocar, se o trabalho é tão lindo?”, questiona.

Chapa 2 diz que não foi atendida

A organização da eleição da Cooperativa de Eletrificação Rural Anita Garibaldi (Cergal) foi feita pela atual administração, representada pela chapa 1, encabeçada por Genésio Goulart e Gelson Bento. Segundo o candidato a vice-presidente da chapa 2, Maurício da Silva, todos os pedidos feitos por eles foram rejeitados.
“Queríamos que a prestação de contas fosse neste sábado para deixar só a eleição no domingo. Não aceitaram. Pedimos que tivessem urnas nos postos de atendimento no Camacho e em São Martinho e não deixaram. Centralizaram a eleição na sede, na Madre. O local tem um estacionamento ruim, isso dificultará o acesso da população”, afirma Maurício.

A chapa 2 reclama também da dificuldade em conseguir informações sobre a entidade. “Negaram o acesso a todos os documentos. Tivemos que fazer solicitações judiciais, também tivemos dificuldade para entrar na cooperativa. Nosso advogado teve muito trabalho”, conta Maurício.
Dos 13 mil associados, a expectativa da chapa 2 é que sete mil compareçam às urnas. “A prestação de contas começa às 8 horas. Às 9 horas, as 21 urnas serão liberadas para a votação, que segue até às 17 horas. Acreditamos que por volta das 19h30min, 20 horas teremos o resultado. A posse é imediata”, explica o candidato.
Entre as propostas apresentadas pela chapa 2 está a criação de uma cooperativa de crédito.

“Os cooperados podem pegar empréstimos a valores menores e ainda temos a redução dos custos com serviços bancários. Outra proposta é deixar uma equipe de manutenção permanente no posto do Camacho para que não leve muito tempo para se deslocar da Madre para atender uma emergência, por exemplo”, relata Maurício.
Maurício defende ainda a transparência das ações. “O cooperado tem que saber quanto a Cergal fatura, onde investe, quanto gasta de folha de pagamento. Faremos um boletim bimestral com informações sobre a parte financeira também”, propõe.