Zahyra Mattar
Tubarão

O último relatório oficial dos obras de duplicação do trecho sul da BR-101 em Santa Catarina (referente a janeiro deste ano), emitido pelo Departamento de Infraestrutura em Transportes (Dnit), trazem um número positivo: já são 97 quilômetros de pista duplicada e liberada para o tráfego de veículos em toda a extensão da obra, ou 39% dos 248,5 quilômetros. Até novembro do ano passado eram 58,3 quilômetros de pista dupla.

Os lotes com mais pavimentação asfáltica são os de Imbituba (21 quilômetros) e Criciúma (29 quilômetros). Em contrapartida, existem dois lotes que não há asfalto ainda: o 22, em Palhoça, na Grande Florianópolis, e o 29, em Sombrio. Ainda que os dados sejam relativamente positivos – especialmente se forem levados em consideração os períodos chuvosos constatados no ano passado – os gargalos formados em pontos onde já eram extremamente movimentados deixam o tráfego lento e perigoso.

Em Tubarão, por exemplo, onde são construídos os viadutos no bairro Morrotes (rua São João) e em Humaitá (avenida Patrício Lima), o principal problema está na travessia de pedestres. No do Morrotes, o perigo é ainda maior porque neste ponto existem escolas e dezenas de alunos não têm outra alternativa a não ser competir com caminhões e carros que passam diariamente pelo local. No de Humaitá, o ponto antes utilizado pelos pedestres (em meio ao antigo trevo) não existe mais. Hoje, o local foi transformado no desvio para a rodovia.

Em paralelo, o trevo de acesso a Jaguaruna hoje é praticamente um dos poucos trechos finalizados na região de Tubarão (faltam adequações na pista e o acabamento das obras, mas nada que atrapalhe o tráfego de veículos ou pedestres), deixou o local muito mais seguro. A meta, anunciada pelo Dnit, é terminar toda a pavimentação asfáltica do trecho sul da BR-101 até dezembro deste ano.