Zahyra Mattar
Tubarão

A conclusão das obras de duplicação do trecho sul da BR-101, entre Palhoça e Osório, no Rio Grande do Sul, já esteve mais longe, é verdade. Mas os infinitos e sempre alterados prazos geram desconfianças. A total finalização das pistas duplas era para ter terminado em dezembro do ano passado. Ficou para dezembro deste ano. No lote 26, em Tubarão, o prazo é ainda maior: meados do próximo ano. No trecho tubaronense, da Construtora Triunfo, existem locais onde nem mesmo a terraplanagem, considerada a parte mais demorada de todo o processo de duplicação, começou. Um exemplo é o banhado do Rio Cubículo, nas proximidades do trevo de acesso ao município de Treze de Maio. Entre Imbituba e Sangão, nos três trechos em duplicação na Amurel, a terraplanagem concluída até agora soma menos de 20%.

No entanto, se for considerada toda a extensão da duplicação, 50% das obras estão prontas e pagas, estima o superintendente sul do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit), Avani Aguiar de Sá. “O grande empecilho é quanto as próprias empreiteiras. Esta questão de que algumas têm problemas financeiros – caso da Triunfo e do consórcio Blokos/Araguaia/Emparsanco – não é desculpa. É pura realidade. Além disso, boa parte das construtoras apresentou orçamentos curtos na licitação. Hoje, trabalham sem dinheiro em caixa. O deságio é, em média, de 30%”, explica Avani.

Mas, em meio a tantos desencontros, Avani aposta na quase completa duplicação das pistas até o fim deste ano – salvo alguns trechos – e no avanço das obras nos próximos meses. Um exemplo é o viaduto no acesso norte a Tubarão (da avenida Tancredo Neves). A estimativa é que a obra seja finalizada em um mês. No viaduto central (da avenida Patrício Lima), 18 dos 22 blocos de concreto estão colocados. “Acredito que todos os três viadutos em Tubarão estejam prontos este ano. A liberação para o trânsito, porém, dependerá dos retornos e da duplicação da pista ao longo de cada pequeno trecho que os divide”, avalia o superintendente.

Laguna
• O superintendente sul do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit), Avani Aguiar de Sá, acredita que dificilmente uma melhor alternativa surgirá à rescisão do contrato com o consórcio Blokos/Araguaia/Emparsanco, responsável pelas obras de duplicação do lote 25, entre Itapirubá, em Laguna, e Capivari de Baixo.

• A obra no trecho de Laguna está paralisada desde novembro do ano passado. O consórcio tem pendências com órgãos da União e não consegue efetuar financiamentos ou mesmo receber o pouco que produziu no fim de 2008, algo em torno de R$ 100 mil.