Foto:Divulgação/Notisul
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Jailson Vieira
Tubarão

O temporal que atingiu a região Sul do Estado no domingo deixou várias casas destelhadas, árvores arrancadas e milhares de pessoas ficaram sem água e energia elétrica. Ontem, por volta das 21 horas, em Tubarão, apenas os moradores do bairro São Bernardo estavam sem o abastecimento de água. E entre os municípios da região, aproximadamente cinco mil unidades consumidoras de energia elétrica ainda não tinham o seu fornecimento recomposto. 

Os atingidos pelo fenômeno climático, um dia depois precisaram se reerguer e encontram por meio da solidariedade de familiares, amigos e desconhecidos o apoio necessário. O construtor que reside em Capivari de Baixo, por exemplo, Felipe Martins, doou cerca de 2. 000 mil telhas para os que precisavam de ajuda. Ele relata que quando necessitou conseguiu e nada melhor que retribuir desta forma.

A Cidade Azul foi o município mais afetado da região. A partir de hoje, às 9 horas, a Arena Multiuso Prefeito Estêner Soratto da Silva, (Rua Afonso Pena , no antigo Aeroporto, próximo ao Farol Shopping), será o local apropriado para receber os donativos entregues pela população. Os materiais mais solicitados pelos atingidos são: lonas, telhas, tijolos, colchões e materiais de limpeza. A Defesa Civil do município ainda possui lonas para doação.  

Por outro lado, o fato que deveria despertar a colaboração de alguns comerciantes teve efeito contrário. Poucos, porém significativos empresários elevaram o preço de alguns produtos como velas, materiais de construção e até combustível (o posto era um dos poucos em funcionamento na cidade, após o ocorrido). “Precisei comprar um maço de velas, o que era vendido por R$ 2,50 cobraram R$ 9,90”, lamenta o proprietário de um salão de beleza, Jhullyo Santtos. 

A tubaronense Juliana Nunes Locks, conta que foi em lojas de materiais de construção na cidade e não conseguiu encontrar as telhas que necessitava, porém em uma unidade o valor estava acima do mercado. “Adquiri o produto em Jaguaruna, por um preço acessível. Infelizmente alguns empresários aumentaram os valores para lucrar”, observa.

Conforme o supervisor de uma loja de construção, em Capivari de Baixo, Cristiano Ladislau Matias, a procura por materiais foram intensas, entretanto, naquele estabelecimento não ocorreram acréscimos nos preços.