Tatiana Dornelles
Tubarão

Em todo o Brasil, a falta de doações de sangue preocupa. Isso porque houve uma queda drástica no número de doadores devido à campanha nacional de vacinação contra a rubéola, que contempla homens e mulheres na faixa etária entre 20 e 39 anos (leia mais na página 7). Ao ser imunizada, a pessoa não pode doar sangue por 30 dias.

Em Santa Catarina, principalmente na Grande Florianópolis, cirurgias eletivas de hospitais e clínicas tiveram que ser adiadas ou canceladas por falta de sangue. A queda do número de doações, segundo o Hemosc, é de cerca de 54%.
Na região sul do estado, a média diária de doações era de 60 a 70, isso para ter estoque de segurança. Com a campanha de vacinação contra a rubéola, caiu para 18 a 19 doações por dia.

“Hoje (ontem), por exemplo, recebemos até o início da tarde apenas dez doadores. O número começou a despencar nos últimos 15 dias”, compara a responsável pela captação de doadores do Hemocentro Regional de Criciúma (que abrange de Imbituba a Passo de Torres), Ana Rúbia Pelegrin Zanetti.

Segundo ela, a preocupação com a queda não é apenas no estado catarinense, mas em todo o país. “Em todos os hemocentros, há somente saída e pouca entrada de sangue. Pedimos que as pessoas de 18 a 20 anos e 40 a 65 anos sejam doadoras, pois é muito importante para não ficarmos sem estoque”, pede Ana Rúbia.
Além disso, quem foi vacinado contra a rubéola no início da campanha (27 de julho) já pode voltar a doar sangue. “A situação é preocupante”, acrescenta.