Amanhã completa uma semana do caso ocorrido na Escola de Educação Básica Dom Joaquim  -  Foto:Divulgação/Notisul
Amanhã completa uma semana do caso ocorrido na Escola de Educação Básica Dom Joaquim - Foto:Divulgação/Notisul

Jailson Vieira
Braço do Norte

A eleição para diretor da Escola de Educação Básica Dom Joaquim, em Braço do Norte, na última quinta-feira, foi marcada por muita polêmica. Duas professoras Admitidas em Caráter Temporário (ACT) realizaram uma campanha notória em sala de aula para uma das candidatas. Foi proposto aos alunos um ponto na nota em troca do voto. Na ocasião o Ministério Público recebeu a denúncia e pediu a justiça o cancelamento do pleito e o afastamento da atual diretora, Rita de Azevedo, que concorria ao cargo e tinha a preferência das duas docentes.

Porém, amanhã completará uma semana do ocorrido e a gestora da unidade escolar permanece em sua ocupação. O gerente regional de educação em Braço do Norte, Ademar Rohling, afirma que enviou a notificação do caso para a secretaria do estado da educação (SED) e nos próximos dias a determinação será cumprida. 

“A SED terá dez dias para emitir a portaria de afastamento da diretora e junto a isso sairá a portaria de quem irá substitui-lá. Estamos apurando o caso e esperamos que a situação seja resolvida o quanto antes. A nova diretora deverá ficar a frente do cargo até que o processo seja concluído”, observa. 

Ontem, a promotora de justiça Marcela Hülse Oliveira começou a ouvir os envolvidos no caso. “Ouvimos oito pessoas hoje (ontem) e na quinta-feira (amanhã) mais sete pessoas prestarão esclarecimentos. Queremos dar celeridade a este caso. Se ficar comprovada a proposta, iremos oferecer uma ação civil pública contra os responsáveis”, assegura Marcela.