Amanda Menger
Tubarão

As verbas para a execução dos cinco projetos para contenção dos problemas causados pelas chuvas, apresentados em Brasília pelo vice-prefeito de Tubarão, Felippe Luiz Collaço, o Pepê (PP), poderão ser anunciadas na próxima semana. A informação foi confirmada pelo secretário nacional de saneamento, Leodegar Tiscoski.

“A ministra chefe da casa civil, Dilma Roussef, anunciou R$ 4 bilhões para obras de drenagem dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Serão R$ 2 bilhões do orçamento da união e outros R$ 2 bilhões em financiamento com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Na reunião da semana que vem, a ministra anunciará quais são os projetos apresentados pelos municípios que receberão recursos”, explica Tiscoski.

Em decorrência das chuvas e do histórico de enchentes de Tubarão, a cidade poderá ser contemplada. “Os projetos estão sob análise da parte técnica e de licença ambiental. Os que receberem o aval poderão ser incluídos na lista que será divulgada na próxima semana. Como Tubarão sofre constantemente com estes problemas, a cidade poderá receber as verbas”, afirma o secretário.

O vice-prefeito de Tubarão estará em Brasília, hoje e amanhã, para participar do encontro convocado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aproveitará para entregar a documentação exigida para dois projetos que tiveram restrições. “Solicitaram informações, questões burocráticas. Levarei os documentos para que sejam analisados ainda esta semana. Estou confiante de que a resposta será positiva para Tubarão”, declara Pepê. Os projetos que tiveram restrições foram o de macrodrenagem dos bairros Dehon e Humaitá e de recuperação da mata ciliar do rio Tubarão.

Prefeitos da Amurel se encontram com Lula
Todos os anos, prefeitos do Brasil inteiro costumam ir a Brasília, em abril, para, durante a Marcha dos Prefeitos, buscarem recursos. Este ano, eles arrumaram as malas mais cedo. É que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) os convocou para uma conversa na capital federal hoje e amanhã.

Dos 17 prefeitos da Amurel, cinco já se dirigiram à Brasília: Jaime Wesing (PSDB), de Armazém; Antônio Mauro Eduardo (PP), de Sangão; Leonete Back Loffi (DEM), de São Martinho; Inimar Felisbino Duarte (PMDB), de Jaguaruna; Célio Antonio (PT), Laguna, e um vice: Felippe Luiz Collaço, o Pepê (PP), de Tubarão. Na bagagem, muitos projetos e sapatos. Isso porque os prefeitos pretendem andar bastante pela Esplanada dos Ministérios.

“Levarei projetos de saneamento básico que pretendemos fazer em parceria com a Casan, já que não há rede de coleta no município”, adianta Jaime, prefeito de Armazém. Inimar, de Jaguaruna, levará propostas para a aquisição de equipamentos e aproveitará a viagem para cobrar os recursos de uma emenda parlamentar feita pelo deputado federal Edinho Bez (PMDB). “Queremos saber quando receberemos para a nova retroescavadeira. A expectativa é que seja ainda este mês”, afirma Inimar.

Antônio Mauro ‘baterá’ à porta do ministério da educação. “Levarei projetos para a construção de novas escolas. Queremos adquirir mais um ônibus para o transporte escolar. Cobraremos a vinda de recursos. Só assim que os municípios pequenos conseguem desenvolver-se”, observa o prefeito de Sangão.
A prefeita Leonete, de São Martinho, buscará verbas para infraestrutura. “Com a ajuda da Amurel, levaremos projetos para a pavimentação de ruas. Queremos melhorar o sistema viário da cidade e só com os recursos da arrecadação do município não é possível”, relata Leonete.

Célio aproveitará a oportunidade para pedir a municipalização do porto pesqueiro e verbas para a construção de trapiches, dragagem do canal das docas, instalação de uma draga na Lagoa Santo Antônio dos Anjos e ainda trabalhos sociais envolvendo as famílias dos pescadores artesanais.

As obras
No dia 15 de janeiro, o vice-prefeito de Tubarão, Felippe Luiz Collaço, o Pepê (PP), em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresentou quatro propostas: construção de duas estações elevatórias (na Padre Geraldo Spettmann e na comunidade do Pantanal), orçada em R$ 500 mil; drenagem no bairro Dehon, orçada em R$ 3,1 milhões; o monitoramento do rio com a construção de quatro estações meteorológicas (Orleans, Braço do Norte, São Martinho e Tubarão), avaliado em R$ 480 mil e a redragagem do rio Tubarão, orçada em R$ 25 milhões;

A redragagem não possui projeto, apenas o plano de trabalho. Segundo Pepê, a elaboração deste projeto é complexa. “Não teríamos tempo hábil para fazer os estudos necessários para poder apresentá-lo na reunião desta semana. Tem que fazer uma nova baquimetria, para saber qual o nível de assoreamento do rio Tubarão. Em conversa com o governador Luiz Henrique da Silva (PMDB), disse que o estado será parceiro nesta etapa. A secretaria de planejamento da prefeitura fará as negociações com a secretaria estadual de infraestrutura”, explica Pepê.

Outros dois projetos foram encaminhados a Brasília, no dia 21 de janeiro. Um deles é de macrodrenagem na margem direita (Vila Moema e Recife), no valor de R$ 3,2 milhões. A segunda proposta é de preservação da mata ciliar do rio Tubarão, R$ 1,2 milhão. No total, Tubarão solicitou ao governo federal R$ 35 milhões.