Amanda Menger
Tubarão

“Nós evoluímos muito nos últimos anos”. A afirmação é do engenheiro da Defesa Civil de Tubarão, Caito dos Santos. Em decorrência das chuvas no último fim de semana, diversos alertas foram feitos por especialistas. E um dos pontos foi consenso: a Defesa Civil precisa de estrutura.
“Em algumas situações, ainda temos dificuldades, mas em outras evoluímos muito nos últimos anos. Para começar, temos hoje uma Coordenação Municipal de Defesa Civil que tem status de secretaria e está ligada ao planejamento da prefeitura. Antes, nem tínhamos um grupo formado”, observa Caito.

Segundo Caito, a Defesa Civil possui um planejamento que envolve diversos projetos. A maioria deles já está pronto e foi encaminhado para Brasília. “Tanto que hoje (sexta) o coordenador da Defesa Civil e secretário de planejamento, Edvan Nunes está em Brasília. Ele foi verificar como está o andamento dos projetos que estão tramitando em diversos ministérios. Alguns precisam de recursos vultosos e só o governo federal para disponibilizar estas verbas”, revela o engenheiro.

Entre os projetos, está o de dragagem permanente do rio. “Queremos fazer um trabalho permanente para evitar o assoreamento do rio, o que garante a vazão rápida da água. Esse projeto está em Brasília, no ministério de integração nacional”, adianta Caito. Outra idéia, defendida pelos especialistas, já está ganhando forma. “O monitoramento do rio é necessário e já firmamos convênios com o Senai e a Alcoa, alguns equipamentos já foram comprados e outros devem chegar em breve. Estamos aos poucos nos estruturando”, afirma.
Atualmente, a Defesa Civil não conta com uma sede própria em Tubarão, mas uma parceria com o Águas de Tubarão poderá resolver o problema. “Vamos utilizar um mesmo prédio para a sede da Águas e a Defesa Civil, ainda será definido o local”, diz.

Revitalização da beira-rio evitará erosão

Entre os transtornos trazidos pelas chuvas, está o aumento da erosão nas margens do Rio Tubarão. Um ponto em especial mereceu atenção dos engenheiros da Defesa Civil do município: uma ‘cratera’ tem se formado na avenida Getúlio Vargas (aos fundos do Angeloni).

“Esta erosão é decorrente das chuvas, o solo está encharcado e não aguenta o peso das seringueiras que estão nas margens do rio. Estas árvores não deveriam estar ali, são exóticas e estão comprometidas, o ciclo de vida delas já encerrou”, explica o engenheiro Caito dos Santos.
A primeira providência da Defesa Civil é retirar as árvores que estão inclinadas para dentro da calha do rio. “Para isso, precisamos de uma autorização da Fatma, o que esperamos que ocorra rápido, porque há risco de quedas. Essas árvores estão comprometidas”, afirma o engenheiro.

Após a retirada das árvores, será necessário recompor os taludes (parte entre o calçamento e o rio). Um trabalho semelhante foi feito próximo à ponte Dilney Chaves Cabral, na margem esquerda, em 2003. “Foi feita uma contenção e a colocação de vegetação rasteira. Mas para isso precisamos de autorização da Secretaria de Patrimônio da União (SPU). Esse trabalho faz parte do projeto de revitalização das beiras-rio, com a construção de ciclovias, retirada das árvores que estão comprometidas e o plantio de espécies nativas. Tudo isso evitará a erosão das margens e ajudará a preservação do rio”, diz Caito.