Foto:Divulgação/Notisul
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Jailson Vieira
Pescaria Brava

Um novo capítulo sobre o pleito em Pescaria Brava pode ser escrito hoje. O juiz Paulo da Silva Filho, da 20ª zona eleitoral, comarca de Laguna, deve decidir, até o fim da tarde, se acata ou rejeita o pedido de nova eleição no município. A ação foi protocolada na quarta-feira da semana passada pela coligação que ficou em segundo lugar na disputa para o cargo à majoritária, ‘Pescaria Brava no Rumo Certo’, encabeçada pelo atual prefeito, Antônio Honorato (PSDB), que concorreu à reeleição, e perdeu.

O pedido de anulação do resultado das urnas foi motivado por causa de supostas irregularidades. Honorato alcançou 2.750 votos, já o vencedor, Deyvisonn Souza (PMDB), conquistou 2.751 votos – um a mais, e chegará ao posto de gestor do município entre 2017 a 2020. O terceiro colocado foi o candidato Marciano Costa (PSD), com 1.208 sufrágios. 

Na semana passada, Honorato salientou, ao Notisul, que algumas ações, nas ruas, e a entrevista de seu opositor o fizeram analisar a situação e, junto com os seus correligionários, perceberam eventuais práticas suspeitas. “Depois da entrevista do meu concorrente – que disse que levou acamados para votar, o que já está errado, e quando saí para agradecer a quantidade de votos recebidos em uma comunidade, várias pessoas estavam com o sentimento de culpa, vi que tinha algo errado. Foi estranho, pois alguns disseram que não puderam ir por causa de problemas de saúde”, lembra.

Segundo o atual prefeito, eleitores impossibilitados (fisicamente) como acamados e hospitalizados, foram às urnas praticar a sua cidadania, o que para ele é algo controverso. Além destes, o que tornou o pleito na cidade curioso, de acordo com a moradora Ana Rosa, foi a participação de ‘mortos’.  A mãe dela, Maria Justino Costa, que faleceu em outubro de 2009, foi uma das que teria ‘votado’ há 11 dias. “Meus irmãos e eu ficamos surpresos com a situação”, lamenta Ana.