Os trabalhadores pedem a participação nos lucros e resultados e reajuste de 5%, além do INPC.
Os trabalhadores pedem a participação nos lucros e resultados e reajuste de 5%, além do INPC.

Zahyra Mattar
Tubarão

Não houve acordo entre trabalhadores e bancos. Na última sexta-feira, ainda havia esperança da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentar uma proposta financeira melhor, o que não ocorreu. Com isso, sindicatos de todo o país promovem hoje assembleia para votar se iniciam um movimento de greve, por tempo indeterminado, a partir de amanhã. Em Criciúma, a categoria já se reuniu e votou pela paralisação já na sexta.
A Fenaban apresentou um índice de reajuste de 7,8%. O percentual é 0,4% superior ao INPC (7,4%). “É um valor completamente irrisório. Não há reajuste real”, reclama o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Tubarão e Região (SEEBTR), Armando Machado Filho.

O índice da Fenaban diz respeito à iniciativa privada. Contudo, é a partir deste percentual que o setor público (Caixa Econômica Federal e Branco do Brasil) elaboram as suas propostas. Este ano, os trabalhadores pleiteiam a participação nos lucros e resultados e reajuste de 5% mais o índice do INPC (com isso, chega a um total de 12,4%). No ano passado, a greve dos bancários durou 12 dias, mas foi mais forte do que em anos anteriores porque os trabalhadores da rede privada também paralisaram.

Correios: empresa recusa-se a negociar

A greve dos funcionários dos Correios completa 12 dias hoje. A empresa recusa-se a voltar a debater propostas com os trabalhadores, a menos que eles retornem ao trabalho. Sem perspectivas de negociação, os profissionais garantem que manterão a paralisação por tempo indeterminado, até que um novo canal de diálogo seja aberto.
A categoria reivindica aumento salarial de R$ 400,00, reajuste do vale-refeição e do vale-alimentação, piso salarial de R$ 1.635,00 e reposição da inflação de 7,16%. Conforme dados dos Correios, um contingente de aproximadamente 40% dos empregados parou.

Já o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect-SC) afirma que o movimento atinge 60% da categoria. Na região, a greve ocorre em duas cidades. Em Tubarão, 20 dos 50 funcionários seguem de braços cruzados.
Em Laguna, seis (eram sete até terça-feira) dos 23 trabalhadores engrossam o movimento nacional. Em Santa Catarina, conforme nota dos Correios divulgada, “não há carga parada ou retida e sim que são entregues com atraso”. O sindicato rebate.

Conforme os trabalhadores, apenas correspondências de urgência (como o sedex, por exemplo) são entregues. O restante está parado nos centros de distribuição. “Em Tubarão, devemos ter cerca de 70 mil correspondências simples (cartas e contas, por exemplo) paradas”, informa o coordenador do Sintect-SC na região de Tubarão, Márcio Martins.