O debate de ontem, promovido pela Unisul TV, foi mediado pelo jornalista Rafal Matos. Seis candidatos ao governo do estado participaram.
O debate de ontem, promovido pela Unisul TV, foi mediado pelo jornalista Rafal Matos. Seis candidatos ao governo do estado participaram.

Carolina Carradore
Tubarão

O clima morno marcou o debate dos candidatos ao governo do estado promovido na noite de ontem pela Unisul TV. Dos oito aspirantes convidados, Ideli Salvatti (PT) e Amadeu da Luz (PCB) justificaram a ausência por conta de problemas de saúde. O debate foi dividido em seis blocos, com perguntas feitas de candidatos para candidatos e a participação de representantes da sociedade em uma sabatina de dois blocos.

A progressista Angela Amin e Raimundo Colombo (DEM) explanaram os seus planos de governo e em nenhum momento criticaram os concorrentes as eleições. Nem mesmo Angela aproveitou para alfinetar o governo anterior, comandado pelo PMDB. O clima esquentou mesmo nos espaços cedidos a Gilmar Salgado (PSTU), Rogério Novaes (PV), Valmir Martins (PSOL) e Carmelito Smieguel (PMN).
No primeiro bloco, os candidatos apresentaram-se e em poucos minutos fizeram uma pequena explanação de suas propostas.

O segundo bloco começou a esquentar com perguntas feitas de candidato para candidato. Gilmar Salgado questionou a Raimundo Colombo qual a diferença que ocorreria em seu governo, se eleito, em relação à saúde, uma vez que continuaria no sistema, já tem como vice-governador o peemedebista Eduardo Moreira. Raimundo foi ponderado e apenas afirmou que fará investimentos no setor.

Já Angela Amin, usou como proposta um novo pacto de regulação e gestão. “Na região, há 11 hospitais, precisamos revitalizar esses unidades hospitalares e regionalizar atendimento de média e alta complexidades”, enfatizou. A candidata progressista também lembrou programas que deram certo na agricultura e foram abandonados, como renda mínima. Programas que prometeu trazer de volta para Santa Catarina.

Saúde e segurança foco do debate

Em mais de duas horas de debate, saúde e segurança pública foram as cobranças principais dos convidados aos candidatos. Rogério Novaes foi enfático ao afirmar que de nada adianta as promessas de melhorias na saúde se não houver recursos disponíveis. Gilmar Salgado foi o candidato que mais alfinetou os demais e questionou Colombo quanto à municipalização da Casan nas cidades. Este, por sua vez, exemplificou os trabalhos realizados em Lages, cidade onde ficou no comando por três mandatos.

O candidato socialista também mexeu com temas polêmicos e afirmou ser a favor à legalização das drogas. “Só assim, poderemos tratar dos usuários e criar clínicas para dependências”, justificou.
Todos os candidatos encerraram o último bloco pedindo votos às coligações que representam e, de forma amistosa, agradeceram a participação dos concorrentes.

Voto regional

Entidades e candidatos com domicílio eleitoral na região irão apresentar prioridades da campanha Voto regional: a força do sul nas urnas. A reunião ocorre amanhã, às 15 horas, na Associação Empresarial de Tubarão (Acit).
Paralelo ao evento, será lançada a cartilha Voz Única, documento que faz parte do projeto Voz Única da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), contendo um raio-x do estado na ótica empresarial.
A cartilha, que será lançada em eventos por todo o estado, será apresentada em primeira mão amanhã, junto com os pleitos elencados pela campanha pelo voto regional no sul.

Tumulto

Enquanto os seis candidatos ao governo explanavam as suas ideias, respondiam perguntas dos adversários, na rua, em frente à Unisul TV, próximo à antiga rodoviária, o clima esquentava entre os militantes. Um princípio de tumulto precisou da presença da polícia para conter os ânimos alterados. Correligionários de alguns partidos chegaram a se agredir fisicamente e a confusão foi parar na delegacia. Até um guarda municipal foi desacatado por um correligionário.