Cíntia Abreu
Tubarão

A ordem de despejo emitida contras as cuidadoras Maria Mendes e Juliana Rodrigues Machado, que deveria ser executada até o meio-dia de ontem, não foi posta em prática. Elas, que possui 140 cães, passaram algumas horas de tensão, pois esperavam a execução da ação, sem saber para onde iam.

No fim do dia, depois de uma mobilização dos vizinhos e amigos das cuidadoras, sobrava auxílio. “A radialista Vera Mendonça, que nos ajudou na doação de materiais de construção, para nosso terreno no KM 60, também, conseguiu um caminhão, para o transporte deste material, ao mesmo tempo que outra amiga disponibilizou o pagamento de um frete. Amanhã (hoje), às 8 horas, iremos carregar o material”, adianta Juliana.

Com a ajuda do secretário de segurança e trânsito da prefeitura de Tubarão, João Batista de Andrade, os animais também serão retirados do local ainda hoje. “Não há vínculo nenhum com a prefeitura. Ele doará o transporte em solidariedade ao nosso problema”, explica Juliana.

A presença de um menor na casa
pode ter evitado o despejo ontem

Juliana Rodrigues Machado e Maria Mendes, cuidadoras de 140 cães, receberam a ordem de despejo segunda-feira, emitida pelo juiz substituto da primeira Vara Civil, Fernando Machado Carboni, mas não foram retiradas da atual residência na manhã de ontem.

Juliana acredita que o fato de seu filho, de 15 anos, morar com elas auxiliou para que a ordem não fosse imposta. O menor tem o direito de ser protegido. “Neste caso, temos que ser informados da situação. Se não houver parentes que possam tomar conta do menino, o encaminharemos para um abrigo. Na rua, ele não pode ficar”, explica o conselheiro tutelar Fernando Fernandes Antunes.

Apesar de o requerente da medida não ter cumprido o seu dever em transportar as cuidadoras e seus cães à nova residência, com a ajuda da sociedade, a Lei de Meio Ambiente que proíbe que os animais sejam despejados na rua, será cumprida. “Como disse segunda-feira, com o transporte, 50% do problema estava solucionado. Agora, temos que arregaçar as mangas, para que em um mínimo período de tempo possamos cerca o terreno no KM 60”, destaca Juliana.